Souza Cruz neutraliza 85% de emissão de carbono das operações no País em dois anos

por daniela publicado 18/02/2011 16h24, última modificação 18/02/2011 16h24
Porto Alegre- Política foi implementada quando começaram as discussões sobre créditos de CO2 no mundo, comenta analista da companhia.
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Comprometida com uma política estruturada em sustentabilidade, a indústria de cigarros Souza Cruz possui uma extensa gama de crédito de carbono (CO2) no mercado.  Em dois anos, a gestão de mudanças climáticas da empresa emitiu 85% de CO2 neutro, segundo Valesca  Kubisczewski, analista em Meio Ambiente, Segurança Industrial e Saúde Ocupacional da Souza Cruz.

“Ser sustentável é um assunto que passou a ser muito discutido nos últimos dois anos, quando surgiu a política de crédito de carbono no mundo. A partir daí, as empresas vislumbraram a possibilidade de ganho financeiro com a prática de crédito de carbono e estão se interessando mais em descobrir sobre esse tema”, apontou Valesca durante o comitê de Sustentabilidade da Amcham-Porto Alegre nesta sexta-feira (18/02).

Valesca disse ainda que a Souza Cruz investe há 20 anos em áreas relacionadas a meio ambiente e responsabilidade social, com ações isoladas e conforme a necessidade, mas que o pilar da estratégia sustentável da organização surgiu mesmo há dois anos, com foco em três diretrizes: contribuir para erradicar a mão de obra infantil; oferecer oportunidades de maximização de utilização da propriedade rural como negócio sustentável; e ajudar na prevenção e mitigação dos impactos ambientais.

“Para a Souza Cruz, essa estruturação é um trabalho relativamente novo. O grande desafio para 2011 será integrar todas as áreas para fazer parte da estratégia de sustentabilidade. Neste momento, estamos na fase de revisão constante dos projetos, verificando as necessidades e questionando a própria sociedade sobre qual é o conceito que ela tem de sustentabilidade”, explicou Valesca.

Bom momento

A sustentabilidade está em fase ascendente no Brasil. As empresas percebem que o simples fato de possuir iniciativas socioambientais e, se possível, quantificar as emissões dos gases de efeito estufa e carbono, pode gerar um grande benefício, de acordo com Valesca.

Para ela, a matriz energética brasileira conta com grande participação de energias renováveis, o que coloca o País em uma posição privilegiada em relação às nações fortemente  baseadas em combustíveis fósseis.
Ela revelou no encontro da Amcham que ser sustentável hoje não é só uma oportunidade positiva aos negócios, mas também uma necessidade de adaptação e sobrevivência em um mundo com alterações dinâmicas.

“Sustentabilidade é um conceito que faz as empresas se autocriticarem durante todo e qualquer planejamento, de curto a longo prazo. Consiste em verem até onde querem ir e o que precisam fazer para se sustentar”, argumentou.

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