Vencedores do Prêmio ECO relatam planos de sustentabilidade para 2014

publicado 10/12/2013 17h09, última modificação 10/12/2013 17h09
São Paulo – Incentivo de reinserção de resíduos na cadeia produtiva e ampliação do debate sobre educação superior são algumas das metas das empresas para o próximo ano
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Na cerimônia de entrega do Prêmio ECO da Amcham, realizada na segunda-feira (09/12), as empresas vencedoras falaram sobre as ações e os projetos relacionados à sustentabilidade que estão planejando para 2014. Confira quais são eles:

“A indústria de geração de energia tem o desafio de crescer sem agredir o meio ambiente, e proporcionar desenvolvimento sustentável em seu entorno”, Paulo Camillo Penna, vice-presidente de Relações Internacionais, Comunicação e Sustentabilidade da AES Brasil, vencedora da categoria Processos, ao regularizar ligações energéticas de dois milhões de pessoas de baixa renda.

“A logística reversa, com a reinserção de resíduos na cadeia produtiva, é um de nossos principais focos em sustentabilidade. 70% do material usado na fabricação de cartuchos de impressora vêm do reaproveitamento de materiais descartados da própria HP e de outros segmentos”, Kami Saidi, diretor sênior de operações e sustentabilidade ambiental da HP, vencedora da categoria ELIS, pelo  modelo de gestão que reduziu o consumo de energia e emissões de CO2 em até 8%.

“Em julho de 2014, vamos trazer ao Brasil 1200 reitores das principais universidades do mundo e debater o futuro da educação superior e os principais desafios das universidades ibero-americanas”, Jamil Hannouche, diretor do Santander Universidades Brasil, vencedora da categoria Produtos ou Serviços, com a operação de microcrédito produtivo.

“Para a Korin, sustentabilidade também tem a ver com segurança alimentar. Vamos produzir carne bovina orgânica do Pantanal, aliando produção segura com proteção ao bioma local”, Reginaldo Morikawa, diretor executivo da Agropecuária Korin, vencedora da categoria Processos, pelo desenvolvimento de metodologia de produção de ovos por galinhas que vivem fora de gaiolas.

“Estudamos o projeto em outras unidades brasileiras, a partir de resíduos industriais. Como ele é pioneiro na PepsiCo global, a ideia é fazer um case para que ele seja replicado também em nível mundial”, Eduardo Sacchi, diretor de Manufatura da PepsiCo, vencedora da categoria Processos, com a geração de energia a partir da casca de aveia.

“O prêmio é o reconhecimento de um trabalho bem feito e levado a sério na companhia, tanto na divisão de madeiras quanto na de louças e metais. Já estamos discutindo inscrever no próximo Prêmio Eco novos produtos voltados para o uso racional da água”, Bruno Antonaccio, diretor de Marketing da Deca, vencedora da categoria Produtos ou Serviços, com o Mictório Save, que dispensa o uso de água em seu funcionamento.

“Pretendemos ampliar o programa na unidade de Ananindeua, diversificando as espécies e, por consequência, aumentando as comunidades abrangidas em outros biomas”, André Sabará, diretor de Supply Chain da Beraca Sabará, vencedora na categoria ELIS, com o programa que enfatiza rentabilidade adequada, preservação da água e da biodiversidade e o desenvolvimento humano.

“Um exemplo de como o Prêmio Eco é relevante em nosso negócio, é o fato de que acabamos de conseguir uma subvenção da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para pesquisa e desenvolvimento, num edital específico para habitações sustentáveis. Como o prêmio é nacional e tem 31 anos de tradição, ele funciona como um respaldo técnico e faz toda diferença para transformar sustentabilidade em resultado econômico e financeiro”, Guilherme Correia Lima, diretor de Finanças da Precon, construtora mineira que, pelo segundo ano consecutivo, ganhou na categoria Produtos ou Serviços, pelo sistema habitacional de pré-fabricados que resulta em construções mais baratas, rápidas e limpas.

“Sustentabilidade é um dos pilares da Schneider Electric, por isso seguiremos investindo em projetos relacionados à preservação ambiental e ao desenvolvimento de comunidades carentes. Além de estudar a viabilidade de levar a Villa Smart para outras regiões, lançaremos o produto água do sol, um sistema de bombeamento de água totalmente automático e movido à energia solar”, Rogério Zampronha, presidente da Schneider Electric do Brasil, vencedora das categorias ELIS e Produtos, pela gestão sustentável do negócio e o desenvolvimento da Villa Smart, que garante energia limpa e de baixo custo a comunidades ribeirinhas do Amazonas.

“2014 será um ano muito importante para nós por causa da instituição da Política Nacional de Resíduos Sólidos, do qual a Tetra Pak foi protagonista na criação e na aprovação. Vamos apoiar nossos clientes a se adequarem às novas exigências. Lançaremos também o plástico verde, feito a partir de cana de açúcar, para as nossas embalagens, substituindo o plástico fóssil”, Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak do Brasil, vencedora da categoria ELIS, pela atuação como catalisador da cadeia de reciclagem e o desenvolvimento de diversas ações voltadas para a sustentabilidade

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