Votorantim Cimentos: acompanhamento do desempenho ambiental de cada produto

publicado 09/12/2016 11h45, última modificação 09/12/2016 11h45
O selo EPD consegue medir o impacto do produto na natureza desde a extração da matéria-prima até o descarte
votorantim-5296.html

Pensando em ofertar produtos de alto desempenho ambiental e ampliar sua participação na construção sustentável, a Votorantim Cimentos, empresa global do setor de materiais de construção, apresentou a Declaração Ambiental de Produto (Environmental Product Declaration – EPD) de cinco de seus produtos: três tipos de cimento, um concreto e uma argamassa. Por causa da iniciativa, a empresa foi vencedora do Prêmio Eco 2016 na categoria Produtos – Empresas de Grande Porte.

A EPD consegue avaliar qual o desempenho ambiental dos produtos em todo o seu ciclo - desde a extração da matéria até o descarte - através de 24 indicadores em sete categorias, que avaliam desde aquecimento global até a toxicidade humana. A Votorantim foi a primeira empresa brasileira a declarar seus produtos dentro do programa internacional da EPD no site Environdec, maior banco de dados global do assunto. “Com esse selo, as construtoras, que são as principais clientes da Votorantim Cimentos, garantem um passo à frente nas certificações de construções sustentáveis” afirma Patrícia Montenegro, gerente global de Relações Ambientais da Votorantim Cimentos.

Através desse diagnóstico aprofundado, é possível promover melhorias tanto nos produtos quanto nos processos produtivos da empresa, segundo Montenegro. “Essas declarações oferecem a empresa a possibilidade de inovar, visto que avaliação do ciclo de vida do produto aponta oportunidades de melhoria no processo produtivo, como redução de energia e custos de gestão de resíduos”, comenta. Assim, é possível ofertar um produto de boa qualidade com menor impacto ambiental, além de oferecer transparência aos stakeholders da empresa, que conseguem obter as informações dos impactos ambientais gerados a partir da fabricação daquele produto em detalhes.

Para a empresa, isso significou um crescimento na receita e maior acesso ao mercado de construção sustentável com novas oportunidades de negócios, economia em custos, maior produtividade, melhorias em processos de gestão, planejamento e gestão de riscos, maior credibilidade junto a stakeholders e aumento do valor da marca.

Embora o setor de construção no Brasil tenha sofrido queda de 8% no ano de 2015, o mercado de construção sustentável teve uma receita de R$ 30 bilhões e crescimento de 5% no mesmo período. Segundo um estudo de Tendências Mundiais de Construções Verdes, da Dodge Data & Analytics de 2016, o Brasil é o país que tem o maior nível de crescimento esperado nesse setor, com aumento de seis vezes (6% para 36%) nos próximos três anos.

registrado em: