Liderança na crise: saiba como empresas devem agir para evitar um cenário de pânico

publicado 23/03/2020 13h39, última modificação 30/03/2020 10h12
Brasil – Segundo o CEO da Loft, é preciso capacitar as lideranças para manter o espírito da equipe em alta mesmo à distância
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Para o Florian Hagenbuch, o primeiro passo a ser tomado é implantar o trabalho remoto

A chegada do coronavírus ao Brasil tem lançado um desafio extra para as empresas. Na tentativa de evitar a propagação da doença, muitas decidiram adotar o home office como nova forma de trabalho ou mesmo implantar horários alternativos de funcionamento. Mas como líderes e empresas devem agir nesse momento para evitar esse cenário de pânico e auxiliar colaboradores?

Para o Florian Hagenbuch, que participou do nosso webinar “Liderança: força-tarefa ágil com gestão de indicadores, nova estratégia e transparência” no dia 20/03, a primeira coisa a se fazer é implantar o trabalho remoto. “Como empresa, é extremamente irresponsável não termos um plano para trabalhar remotamente nesse momento de crise. É uma irresponsabilidade termos uma aglomeração de pessoas e, se o setor público não consegue ser tão incisivo, o setor privado precisa conseguir”, afirma.

Mas implantar tal medida não é tão fácil e, em situações de crise, todo cuidado é pouco. “O primeiro erro na Loft foi subestimar o impacto dessa crise no nosso negócio. Quando percebemos, entramos em um modo de execução de crise”, disse o CEO da empresa. De acordo com Florian, o principal desafio foi balancear o impacto social da companhia na luta contra a pandemia com a saúde dos colaboradores e permanência de suas operações.

 

HOME OFFICE E O PAPEL DO LÍDER
Apesar da Loft ser uma empresa moderna, a maior dificuldade em termos práticos tem sido trabalhar de forma remota – e Florian acredita que esse seja um problema para muitas outras companhias. O grande desafio, segundo o CEO, é balancear a vida pessoal e profissional nesse novo ambiente.

Nesse novo contexto de trabalho, diz ele, o ideal é que o líder esteja sempre presente, mesmo que de forma virtual, e faça um check-in a cada hora para saber como estão as coisas. “Em momentos de crise, mais comunicação é melhor do que menos. Se antes eu tinha dois momentos por semana com a companhia inteira, hoje eu tenho pelo menos dois por dia”.

Além disso, como a população é bombardeada com informações – muitas vezes, falsas – Florian atribui a empresa a tarefa de fazer uma leitura das notícias e informar seus colaboradores ao menos uma vez por dia.

Outro desafio, de acordo com Florian, é capacitar as lideranças para manter o espírito da equipe em alta, sem perder a humanidade durante o processo. “Eu, pessoalmente, em toda reunião sempre tento introduzir a humanidade. Ser empático e humano nesse momento é muito importante. Eu sempre pergunto como está sendo o home office e também compartilho um pouco das minhas dificuldades”, revela. Segundo ele, ações como essas são essenciais para não perder o engajamento do colaborador mesmo à distância.

 

OPORTUNIDADES NA CRISE

Mas, junto com as dificuldades, surgem também as oportunidades. “Sempre foi assim e eu não vejo porque seria diferente dessa vez”, avalia Hagenbuch. Na China, em 2003, “houve uma aceleração do e-commerce por conta da SARS e eu acredito que é isso que acontecer no mundo inteiro: uma aceleração da economia digital e uma reinvenção das formas de se trabalhar”.

 

Assista abaixo alguns destaques do bate papo.

 

 

O QUE SÃO OS WEBINÁRIOS?

São transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas, exclusivos online, sobre diversos assuntos do mundo empresarial. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais, inicialmente programados até o dia 31 de março, em atividades digitais e webinários.

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM?

Os webinários especiais sobre a Covid-19 são públicos, totalmente gratuitos e podem ser acessados pelo link amchambrasil.com.br/aovivo.