Amcham apoia programa do CNPq que incentiva cientistas a desenvolverem inovação no setor privado

por andre_inohara — publicado 08/02/2013 16h16, última modificação 08/02/2013 16h16
São Paulo – Pesquisadores com mestrado ou doutorado receberão bolsas de fomento tecnológico para criar novos produtos ou processos em empresas.

O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) quer que mais cientistas e pesquisadores desenvolvam produtos e processos inovadores nas empresas, e a Amcham está ajudando a divulgar essa iniciativa junto ao empresariado.

A Amcham assumiu a tarefa de disseminar o programa do CNPq entre suas empresas associadas para que apresentem suas necessidades de inovação e participem do comitê de avaliação desses projetos.

“O objetivo é aproximar a iniciativa privada da academia, para que o conhecimento produzido seja o mais adequado possível à realidade empresarial”, justifica Felipe Magrim, gerente de Relações Governamentais da Amcham.

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A oportunidade de aprendizado é grande para ambos os lados. “O pesquisador consegue conhecer um mundo diferente da academia e trabalhar em pesquisa aplicada ao setor produtivo. O empresário, por sua vez, aprende a conversar com o cientista”, argumenta Cimei Borges Teixeira, coordenador do Programa de Capacitação Tecnológica e Competitividade do CNPq.

O programa

O programa do CNPq de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE) consiste em selecionar empresas que apresentem os melhores projetos de inovação industrial em qualquer área ou campo de conhecimento, para que pesquisadores com mestrado ou doutorado possam desenvolvê-los. Os projetos podem estar na fase inicial ou já em andamento.

Os cientistas são pagos com bolsas de pesquisa do CNPq, que exige das empresas que tenham disponibilidade imediata de, no mínimo, 20% do montante total de recursos necessários ao projeto. Esses recursos podem ser financeiros, insumos ou equipamentos para aplicar no projeto. Mais informações sobre o programa podem ser encontradas na página eletrônica do CNPq.

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O RHAE detém de um orçamento de R$ 60 milhões para inserção de pesquisadores (mestres e doutores) bolsistas nas empresas. A cada ano, o CNPq abre suas inscrições para projetos e divide o processo em três rodadas, que ocorrem em um intervalo médio de três ou quatro meses.

Cada rodada distribui R$ 20 milhões em bolsas de pesquisa. A terceira e última rodada de projetos relativa a 2012 deve começar em 18 de março deste ano, informa Teixeira. As quatro primeiras edições eram exclusivas para as micro, pequenas e médias empresas, mas, desde o ano passado, as grandes também podem se inscrever.

O CNPq receberá da Amcham indicações de empresas que possam fazer parte da comissão julgadora de projetos. Atualmente, a comissão é formada por 19 membros influentes de diversos setores.

Mais de 100 projetos financiados

Desde que foi reestruturado em 2007, o RHAE beneficiou cerca de 120 projetos. A duração média de cada um deles gira em torno de dois a três anos, e o balanço do programa é positivo.

“Recebemos indicações positivas acerca do papel dos bolsistas. O foco deles na solução do problema tem sido fundamental até mesmo para que outras empresas se mantenham abertas [ao programa].”

Há muitas companhias que precisam desenvolver tecnologia, mas não conhecem o programa. Por isso, a divulgação do projeto pela Amcham é importante para dar mais visibilidade, observa Teixeira. “Quanto maior a insistência do empresário em inovar, maiores os argumentos para angariar recursos extras junto aos fazedores de políticas”, indica.

O empresário precisa mostrar que tem projetos engavetados ou em execução, sinalizando a necessidade de apoio para pesquisa e desenvolvimento (P&D). “Basicamente, precisamos da ajuda de quem precisa do recurso”, completa o representante do CNPq.

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