Brasil perde posição em ranking de Investimento Estrangeiro Direto, segundo UNCTAD

publicado 25/06/2014 15h06, última modificação 25/06/2014 15h06
São Paulo - Após três anos consecutivos de aumento, o Brasil registrou queda de 2% em 2013
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Após três anos consecutivos de aumento dos fluxos de IED, o Brasil registrou queda de 2% em 2013 e ocupa agora a quinta posição entre os principais destinos do capital estrangeiro, atrás de EUA, China, Rússia e Hong Kong; respectivamente. O país perdeu uma posição em relação ao ranking de 2012, isso porque a Rússia – que ocupava a 7º colocação - registrou aumento de cerca de 55% nos investimentos recebidos em 2013. 

Na América do Sul, o fluxo de IED caiu cerca de 6%, para US$ 133 bilhões. No Brasil essa queda foi de 2% (65,3 para 64,0 bilhões de dólares), enquanto que no Chile foi de 29%, na Argentina 25% e no Peru 17%. O único país sulamericano que registrou aumento de IED foi a Colômbia, que recebeu 8% a mais do que em 2012.

Entre os países desse continente, o Brasil ainda é de longe o que mais recebe investimentos. Em segundo lugar está o Chile, que recebeu US$ 20 bilhões em 2013, seguido de Colômbia (US$ 17 bilhões) e Peru (US$ 10 bilhões).

O fluxo de investimento estrangeiro direto mundial aumentou 9% em 2013, chegando a US$ 1,45 trilhão. Segundo a UNCTAD, esse fluxo pode chegar a US$ 1,6 trilhão em 2014, US$ 1,75 trilhão em 2015 e US$ 1,85 trilhão em 2016.  A incerteza com relação às políticas econômicas, a fragilidade dos mercados e o risco de conflitos regionais nos países emergentes – associados à recuperação das economias desenvolvidas – devem levar esse aumento dos investimentos, em sua maior parte, para os países de economia mais avançada.

 

Mesmo com a pequena queda, o Brasil ainda continua sendo uma economia muito atrativa para investimentos. Segundo pesquisa realizada pela UNCTAD, o país é o quinto preferido pelas empresas internacionais para se investir, atrás de China, EUA, Índia e Indonésia.

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