Brasil registra maior saldo do ano na balança comercial de junho: US$ 2,365 bilhões

publicado 03/07/2014 10h46, última modificação 03/07/2014 10h46
São Paulo - O país fecha quarto mês consecutivo com superávit comercial
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O Brasil fechou a balança comercial do mês de junho com um saldo de US$ 2,365 bilhões. Depois de dois grandes déficits nos primeiros dois meses do ano, o país fecha o quarto mês consecutivo com saldo positivo – e crescente.

Esse saldo é 232,1% maior do que o registrado no mês anterior. Em comparação com o junho do ano passado, esse aumento foi de 2,48%.

 

O total das exportações foi de US$ 20,47 bilhões, 1,37% menor do que o registrado no mês anterior e 3,15% menor do que o registrado em junho de 2013.

O total das importações em junho foi de US$ 18,1 bilhões, 9,67% menor do que o registrado em maio. Em comparação com junho do ano passado, essa queda foi 3,84%.

 

Com relação ao fator agregado dos bens exportados, os produtos básicos somaram US$10,8 bilhões – 53,1% do total das exportações. Os produtos semimanufaturados somaram US$ 2,3 bilhões (11,4%) e os manufaturados somaram US$ 6,7 bilhões (32,9%).

Em relação ao primeiro semestre do ano, essa é a primeira vez na história que o país tem mais da metade das exportações representada nos produtos básicos (50,8% no semestre). Isso se dá devido ao aumento das exportações de petróleo, soja em grão, farelo de soja e carne bovina. Também é a mais baixa participação dos produtos manufaturados no mesmo período (34,4% no semestre).

Essa dependência dos produtos básicos vêm se acentuando ao longo dos anos. No primeiro semestre de 2013, esses produtos representaram 47,52%; já no primeiro semestre de 2000, os produtos básicos representaram 22,79% dos exportados.

 

No acumulado do ano, mesmo com o alto superávit de junho, a balança ainda se encontra deficitária em US$ 2,49 bilhões. Um bom sinal é que a essa mesma altura do ano passado, o déficit era de US$ 3,07 bilhões. Segundo Mauro Borges, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a perspectiva é que o Brasil feche o ano com um saldo positivo e maior do que o ano passado, quando registrou superávit de US$ 2,403 bilhões ao fim do ano.

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