Brasil terá escassez de 40 milhões de trabalhadores em 2030, segundo pesquisa do Boston Consulting Group

publicado 03/07/2014 14h07, última modificação 03/07/2014 14h07
São Paulo – Situação brasileira é a mais alarmente entre 25 países estudados. Má qualidade no ensino é um dos motivos para o futuro déficit no mercado de trabalho
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Uma pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group (BCG) teve por objetivo verificar os impactos da falta de mão-de-obra para o futuro da economia global. Foram estudados 25 países que juntos são responsáveis por cerca de 65% da população economicamente ativa e 80% do PIB mundial. Dentre esses países, o Brasil teve o resultado mais alarmante: é prevista falta de 8,5 milhões de oferta de mão-de-obra para 2020 e, para 2030, um déficit de 40,9 milhões de trabalhadores.

Segundo o estudo, os principais motivos para essa futura escassez de mão de obra é a diminuição crescente da taxa de natalidade, juntamente com o envelhecimento da população. Outro fator importante é a falta de qualificação dos trabalhadores brasileiros, o que está diretamente ligado á má qualidade no ensino no país. 

Outros países também vivem más perspectivas, segundo a pesquisa. A Alemanha terá uma escassez de 10 milhões de trabalhadores em 2030, a China terá falta de 24,5 milhões e a Rússia terá um déficit no mercado de trabalho de cerca de 11 milhões.

Segundo a pesquisa, não só a escassez, mas também a oferta demasiada da força de trabalho também implicará em desaceleração da economia mundial. É o caso da África do Sul e da Argentina, que terão excesso de mão-de-obra de cerca de 9 e 7 milhões de trabalhadores, respectivamente. Isso significa que a economia está operando aquém de sua capacidade total e, esse excesso de mão-de-obra, gera menor arrecadação e maiores gastos por parte do Estado.

Esse desequilíbrio no mercado de trabalho pode gerar perdas futuras de US$ 10 trilhões, devido às economias não conseguirem atuar em sua capacidade total. A escassez de trabalhadores gera pressão inflacionária nos salários e impede o desenvolvimento da economia. Já o excesso de trabalhadores aumenta os custos de serviços sociais, diminui a arrecadação de impostos e afasta os investidores.

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