CEO da Amcham comenta decisão dos Estados Unidos de restringir viagens de estrangeiros provenientes do Brasil

publicado 25/05/2020 16h40, última modificação 25/05/2020 16h40
Brasil - Medida anunciada no último domingo (24/05) tem como objetivo evitar o aumento de transmissões do novo coronavírus
Medida de restrição de viajantes do Brasil para os EUA não afetara relação comercial entre países, afirma CEO da Amcham.jpeg

O governo dos Estados Unidos anunciou neste último domingo (24/05) a suspensão da entrada em seu território de viajantes que tenham estado no Brasil em período anterior a 14 dias, com o objetivo de evitar o aumento de transmissões do novo coronavírus nos Estados Unidos.

“A nossa expectativa é que essa medida seja breve e o trânsito bilateral de passageiros seja restabelecido com agilidade, assim que as condições o permitirem. Neste sentido, defendemos a intensificação do diálogo e da cooperação entre Brasil e Estados Unidos no enfrentamento à pandemia do coronavírus”, comenta a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, que lidera a entidade com cerca de 5 mil empresas, sendo a maior entre 117 existentes fora dos EUA.

De sua parte, “a Amcham Brasil seguirá mobilizando empresas de ambos os países para minimizar os impactos sociais e econômicos do Covid-19, em particular por meio da sua plataforma do bem (Movimento Soma), que já contabiliza mais de 140 projetos e R$ 661 milhões em doações”, conclui a CEO da Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil).

 

A MEDIDA

A medida valerá a partir do próximo dia 29 de maio, às 00h59, do horário de Brasília, não se aplicando a pessoas a bordo de aeronaves com destino aos Estados Unidos que tenham decolado antes desse horário. A decisão exclui de seu alcance determinadas pessoas, como cidadãos norte-americanos, seus cônjuges e residentes permanentes legais nos Estados Unidos.

Cumpre esclarecer que a medida não proíbe voos do Brasil para os Estados Unidos e não restringe o comércio bilateral de mercadorias. Por sua vez, o fluxo de passageiros em ambas as direções já se encontrava bastante reduzido, caracterizando-se principalmente por nacionais e residentes retornando a suas casas.

Os Estados Unidos já havia imposto restrições imigratórias semelhantes para viajantes provenientes de outras origens com número expressivo de casos confirmados do novo coronavírus, como China, Irã, Reino Unido, Irlanda e maioria dos países da União Europeia. O Brasil, por sua parte, também adota restrições à entrada de estrangeiros, inclusive dos Estados Unidos, em seu território, por motivos de saúde pública.

Acesse aqui a íntegra do Informativo da Embaixada e dos Consulados dos Estados Unidos sobre a medida.