Competitividade: desburocratização

por junior publicado 04/11/2010 13h25, última modificação 04/11/2010 13h25
Gabriel Rico - CEO Amcham
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Para fechar o ciclo de seminários do projeto “Competitividade Brasil – Custos de Transação”, que discute e busca soluções para minimizar os quatro principais gargalos que comprometem a competitividade nacional e impõem elevados custos de transação às empresas no País, promovemos em 03/08 o evento “Descomplicar o que for possível pelo Executivo”.

As palestras dos especialistas convidados e os resultados de pesquisa sobre o tema realizada pela Amcham junto à sua base de associados com o apoio do Ibope reforçaram a percepção de que o excesso de rotinas burocráticas no País gera grande impacto sobre os negócios, provocando disfunções e perda de produtividade.

Para se ter dimensão do problema, segundo o Banco Mundial, o Brasil computa impressionantes 2600 horas para cumprimento de obrigações relativas a pagamento de tributos, enquanto competidores diretos como China e Índia são muito mais ágeis (consomem 504 e 271 horas, respectivamente).

Lidar com as rotinas burocráticas exige que as empresas no Brasil disponham de profissionais adicionais, diretamente envolvidos com esses procedimentos, e invistam em tecnologia para agilizar os trâmites – o que fazem 91% dos consultados pela Amcham.

Vale destacar ainda que a lucratividade dos negócios poderia ser significativamente ampliada caso a burocracia fosse eliminada. Para 72% dos respondentes da sondagem da Amcham, esse aumento ficaria acima de 3%, podendo ser ainda mais impactante para as pequenas empresas.

Diante desse quadro, especialistas e empresários apontam soluções em diversos âmbitos para garantir simplificação e que o Brasil não tenha seu desenvolvimento comprometido pelos efeitos da burocracia. São propostas como agilizar e simplificar procedimentos de despacho aduaneiro e liberação de cargas, e garantir maior transparência e qualidade às atividades do setor público, que a Amcham submeterá a um processo de priorização por seus associados e levará aos principais candidatos à Presidência da República, ao lado de sugestões relativas aos demais três temas contemplados pelo projeto “Competitividade Brasil”: falta de mão de obra técnica, eficiência do Estado e deficiências de infraestrutura.

A Amcham também já desenha os próximos passos da iniciativa, que envolvem a formação de forças-tarefa para tratar de cada um dos quatro pilares do programa e o estabelecimento de canais de relacionamento com o novo governo. Essas ações serão incorporadas ao plano de Advocacy da entidade nos próximos anos.

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