Cuidar da propriedade intelectual é garantia para futuro do Brasil, mostra evento do Projeto Escola Legal

por andre_inohara — publicado 23/11/2012 16h41, última modificação 23/11/2012 16h41
São Paulo – Cerimônia marcou encerramento das atividades de 2012 do programa e também a premiação da segunda edição do Concurso Vídeo Legal.
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A crescente instalação de centros de pesquisa e tecnologia no Brasil reforça a necessidade de avanço nacional em proteção da propriedade intelectual e combate à pirataria. Além disso, é preciso transmitir a cultura de proteção aos direitos intelectuais desde cedo.

As afirmações foram feitas por Dennis Hankins, cônsul-geral do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, durante a cerimônia de encerramento das atividades de 2012 do Projeto Escola Legal (PEL) e de premiação do Concurso Vídeo Legal nesta sexta-feira (23/11) na Amcham-São Paulo.

“Os futuros lideres do Brasil têm que pensar na inovação que está sendo feita agora e que será o futuro do País. Quem copia tecnologia e ideias desestimula seus produtores, sejam cientistas ou artistas”, afirmou Hankins.

“Empresas como 3M, Microsoft, IBM e GM (General Motors) têm centros de inovação e pesquisa no Brasil, e a partir daí querem atingir o mercado internacional. Isso reflete a qualidade da educação e das ideias brasileiras, que podem ajudar não só as empresas, mas como o futuro do Brasil”, comentou o cônsul.

O PEL é uma iniciativa da Amcham e seus parceiros criada em 2007 que tem como objetivo alertar crianças e jovens do ensino fundamental (sete a catorze anos) das redes pública e privada a respeito do problema da pirataria no Brasil e no mundo.

As atividades do Projeto Escola Legal buscam incutir valores morais, ética e destacar a importância de uma postura cidadã. Elas também servem de base para a discussão sobre as consequências da opção por consumo de produtos piratas e utilização do comércio ilegal.

O concurso Vídeo Legal, no bojo do PEL, é um projeto da Amcham em parceria com o consulado dos EUA em São Paulo para reconhecer e premiar trabalhos escolares em vídeo sobre a temática do combate à pirataria.

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PEL

Ao longo do ano, o PEL organizou oito palestras sobre conscientização da pirataria para um público de 371 alunos. Teve destaque também a formalização do acordo com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, dando apoio ao PEL para o desenvolvimento das atividades anti-pirataria dentro das escolas municipais.

Em seis anos de existência, o PEL atingiu 254 escolas e 42.279 alunos. O público predominante foi de escolas públicas (232), sendo outras 22 particulares.

Concurso Vídeo Legal

Nesta segunda edição do concurso Vídeo Legal, o número de concorrentes aumentou em relação à primeira, ocorrida em junho. Dos 70 vídeos produzidos, o dobro da quantidade do primeiro concurso, seis foram eleitos os melhores por um júri especializado. O número de escolas participantes também subiu, de 10 para 30.

Os vencedores foram divididos em duas categorias:

CATEGORIA 1 – dez a 12 anos

1º - “A Coruja Sábia e o Papagaio Piratão”, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ruy Barbosa;

2º - “O Patrimônio da Tribo Domenie”, da Emef Cândido Portinari;

3º - “Vida de Pirata”, da Emef Comandante Gastão Moutinho

CATEGORIA 2 – 12 a 14 anos

1º - “Pirataria... Quem ganha com isso?”, da Emef Brig. Henrique Raymundo Dyott Fontenelle;

2º - “Conexão Teen”, da Emef Des. Sebastião Nogueira Lima;

3º - “Pirataria, diga não!”, da Emef Dr. Habib Carlos Kyrillos

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Albert Keyack, cônsul do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO, na sigla em inglês) no Brasil, enalteceu o apoio que os professores deram aos alunos e também os patrocinadores do concurso. “O respeito à propriedade intelectual é o caminho a seguir rumo ao desenvolvimento da inovação”, ressaltou.

Representando os patrocinadores, a advogada da Motion Picture Association of America (MPAA), Sirlei Côrtes, disse que tanto o PEL como um todo como o concurso ajudam a conscientizar o público sobre os efeitos nocivos da pirataria. “O trabalho da Amcham é importante para manter atitudes corretas e honestas”, apontou.

A MPAA é a associação que representa os seis principais estúdios de cinema dos Estados Unidos: Walt Disney Studios, Paramount Pictures, Sony Pictures, 20th Century Fox, Universal Pictures e Warner Bros.

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