Cultura organizacional forte atrai pessoas e contribui para geração de resultados

por andre_inohara — publicado 28/10/2011 13h13, última modificação 28/10/2011 13h13
São Paulo – Nova geração de profissionais não quer apenas emprego e salário, mas proposta convergente de carreira e ideal de vida.
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Com as novas gerações de profissionais dando prioridade ao modo como as organizações fazem negócios e se relacionam com seus públicos, praticar e manter princípios de conduta empresarial se tornou um diferencial competitivo.

“Funcionários identificados com as companhias são mais produtivos e criam um ambiente de trabalho mais entrosado e inovador, favorecendo a geração de resultados”, disse Caio Brisolla, diretor executivo da Marcondes Consultoria, empresa de assessoria em gestão.

Brisolla participou do Café de Relacionamento da Amcham-São Paulo nesta sexta-feira (28/10) e abordou a relevância crescente da cultura organizacional junto ao público.

“Vemos uma presença maciça de pessoas que não buscam apenas emprego, dinheiro e um bom pacote de benefícios. Elas buscam algo que também coincida com o propósito dessas empresas”, observou.

Ao se identificarem com os valores de uma companhia, as pessoas querem fazer parte dela e contribuir para seu crescimento.

“O poder da cultura organizacional é fazer com que as pessoas se aliem e formem uma comunidade identificada com o propósito maior da empresa.”

Características de uma cultura organizacional forte

Quanto mais os valores pessoais forem aderentes à cultura empresarial, melhor será o desempenho da corporação.

Um método desenvolvido pelo consultor britânico Richard Barrett possibilita avaliar o nível de comprometimento dos funcionários à cultura corporativa, comentou Brisolla.

De acordo com a metodologia de Barrett, citada por Brisolla, a primeira característica a ser observada é que a cultura precisa ser adaptável. “Ela tem de ser forte, mas ao mesmo tempo não pode ser rígida. Do contrário, não haverá espaço para oxigenação.”

Necessita ainda ser resiliente. “Não se pode mudar tudo em função de qualquer crise. A cultura das empresas é mutável, mas isso não acontece da noite para o dia”, explicou.

Além de inspiradores, os valores também têm de ser conhecidos por todos.

“O líder, o fundador e o acionista majoritário têm um papel fundamental na formação dos valores. Eles comunicam e dão o exemplo, mas, sem mobilizar as pessoas debaixo deles, acabarão pregando no deserto”, destacou.

Por último, é preciso que o foco da empresa e dos funcionários seja convergente.

Segundo o conceito de entropia, que na física representa uma energia caótica e que se dissipa, se uma empresa tem um alto nível de entropia, significa que existe muita energia sendo canalizada para o lado errado.

“Culturas organizacionais com baixa entropia são característica de empresas vencedoras”, argumentou Brisolla.

 

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