Educação e Infraestrutura são investimentos chaves para transformar a competitividade do Recife, aponta pesquisa Amcham

publicado 02/03/2021 12h06, última modificação 02/03/2021 12h06
Sondagem foi realizada em fevereiro com 120 empresários locais
Thumb_Plano.de.Voo.2021_Recife.png

Na visão dos empresários recifenses, a transformação socioeconômica da cidade dependerá do investimento em dois temas de médio e longo prazo: educação e infraestrutura. É o que aponta nossa pesquisa inédita intitulada “Plano de Voo 2021” no Recife, realizada em fevereiro com o objetivo de mapear os desafios e vantagens competitivas da capital pernambucana.

A pesquisa indagou aos empresários locais sobre quais seriam os itens prioritários para transformar a competitividade da cidade. Em ordem de priorização, educação foi citado por 64% dos entrevistados, seguido por investimentos em infraestrutura, mencionado em segundo lugar por 62%.

“Nossa sondagem revelou um empresário local com pensamento moderno e conectado com os temas globais do século 21. Um século que começa após essa pandemia e que transformou a educação e infraestrutura em elementos chaves de investimento para qualquer gestor público ou privado”, contextualiza Vagner Santana, nosso gerente regional na capital pernambucana.

Pensando em melhorar o ambiente de negócios da região, outros dois temas também foram listados pela grande maioria. São eles mobilidade urbana e segurança pública, igualmente citados por 58% dos consultados. A desburocratização com incentivo ao empreendedorismo local e investimentos em saúde pública foram mencionados em ordem por 29% e 24% dos entrevistados.

 

PERFIL DOS RESPONDENTES

A pesquisa contou com a participação de 102 lideranças de empresas localizadas na capital pernambucana, sendo 73,5% ocupando os cargos de CEO, presidente, sócio ou diretoria. A maioria do setor de serviços (50%), indústria (15%) e tecnologia (14%), construção civil, saúde e varejo (8%) e comércio (5%). A sondagem foi realizada pela Amcham neste mês de fevereiro, com fechamento dos dados no dia 18/2. Os dados completos da pesquisa estão aqui.

 

VANTAGENS COMPETITIVAS

Na opinião da maioria (72%), a força da economia recifense se concentra hoje nos centros de tecnologia, inovação e conectividade presentes na cidade, que apresenta vantagens de posicionamento logístico (40%) e também mão de obra qualificada (22%) em alguns segmentos. A concentração de grandes empresas (17%) na região e a concessão de benefícios fiscais (12%) foram outras vantagens competitivas citadas.

Do lado interno das empresas, um terço dos executivos revelou que vão investir em ganhos de produtividade em 2021, focando em melhorias de produção e de processos internos do seu negócio. Outros focos serão expansão operacional citado por 27%, investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos indicado por 15%.

Melhorar o atendimento do cliente será foco de 14%, enquanto 11% revela a intenção de priorizar o treinamento de equipe e desenvolvimento de lideranças neste ano.

 

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Falando especificamente de transformação digital, 35% deve priorizar a compra de tecnologias que permitam automação de processos e reduzir burocracias internas de gestão em 2021 

Melhorar a experiência digital de clientes será foco prioritário de 24% dos negócios da cidade, enquanto 14% pretende priorizar tecnologias chaves da indústria 4.0.

Modernização de softwares e hardwares terá recursos destinados em 11% dos negócios, e outros 9% vão focar na venda e presença multicanal do portfólio de produtos e serviços.

 

RECIFE X OUTRAS CIDADES

Comparando Recife com outras cidades, 54% dos empresários locais enxergam um cenário de perda de competitividade em relação a outros polos econômicos, enquanto 46% enxergam fortes vantagens econômicas e de competição com outros centros produtivos brasileiros.

Reforçando essa visão, 62% dos consultados indicaram que Recife deve crescer em ritmo menor ou até negativo quando comparado com outras cidades ou capitais brasileiras.

O levantamento aponta que, para os empresários, o pior serviço público do Recife é a segurança pública, com 88% de insatisfeitos. O transporte municipal e intermunicipal também foi mal avaliado, com 81% de insatisfeitos.

 

PLANO DE VOO 

A pesquisa Plano de Voo Amcham integra um conjunto de iniciativas e análises em prol da retomada da economia liderado por nós, que representamos cerca de cinco mil empresas brasileiras.

Uma pesquisa nacional foi divulgada recentemente analisando os desafios transversais a todas regiões do país no ano. Para o setor privado brasileiro, o ritmo lento das Reformas e da imunização da população brasileira são os dois maiores riscos à retomada da economia brasileira em 2021, segundo nossa sondagem inédita divulgada no dia 02/02.

A pesquisa ouviu 280 lideranças das principais empresas em várias cidades do país. A sondagem perguntou aos empresários quais aspectos poderiam atrasar ou impactar a decolagem da nossa economia em 2021.

Em ordem de preocupação, os 280 empresários consultados listaram como dois primeiros temas: a falta de agilidade para implementação da agenda de reformas (71%) e o ritmo lento na imunização da população brasileira (40%). Os entrevistados também apontaram riscos ou incertezas relacionadas à segunda onda de contaminação (29%), o isolamento político brasileiro no cenário internacional (22%), escassez de crédito e fuga de investimento estrangeiro direto (20%).

Para 60% dos empresários brasileiros, é prioridade reduzir a incerteza política no país nesses dois próximos anos de retomada da economia. A preocupação com o ambiente político ficou à frente de questões como o Custo Brasil (48%), Corrupção (40%), Desmatamentos (26%), Isolamento Global (25%) e Insegurança Jurídica (20%).

"Na visão empresarial, o ambiente político mais estável e o desenvolvimento de uma agenda para o país que passe por uma economia mais eficiente, pela redução das desigualdades sociais e por uma melhor gestão da questão de mudanças climáticas e gestão dos nossos ativos ambientais serão os pilares fundamentais para atacar o chamado Custo Brasil e melhorar nossa inserção global no curto e médio prazo”, analisa Deborah Vieitas, nossa CEO. Veja a pesquisa completa aqui.