Inflação pode superar em 2014 o teto de 6,5%, afirma professor da USP

publicado 19/05/2014 14h58, última modificação 19/05/2014 14h58
São Paulo - Professor Heron do Carmo acompanha a inflação brasileira desde 1978
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Com a autoridade de quem acompanha a inflação desde 1978, o professor do Depto de Economia da USP, Heron do Carmo afirma que há grande probabilidade da inflação deste ano superar o teto da meta de 6,5%.

“Para a população não faz diferença se é 6,4% ou 6,6%”, diz o professor. Ele considera dois cenários para o final do ano, levando em conta que há muitos preços administrados pelo governo (gasolina, energia, p.ex.) que estão reprimidos.

“Se a situação ganha as eleições”, raciocina, “pode corrigir os preços ainda este ano, que está perdido mesmo”. Já se a oposição ganhar, o economista acha que a correção acontecerá no ano que vem, “possivelmente mais bruscamente”.

Com base nos dados enviados pelos professor, é possível observar o comportamento da inflação ao longo do ano. Ela segue alguns padrões:

 

Janeiro à Março – Em 9 dos últimos 10 anos (e em 8 dos últimos 8 anos) foram registradas taxas menores em março, em relação à janeiro. Na média, pode-se considerar que a taxa apresenta níveis decrescentes nesse período.

Março à Junho – Em 7 dos últimos 9 anos foram registradas taxas menores em junho com relação à março. Na média, pode-se considerar que a taxa apresenta níveis decrescentes nesse período.

Junho à Agosto – Nos últimos anos, esse período apresenta variações distintas, porém as taxas registradas são as mais baixas em relação ao resto do ano. 

Agosto à Outubro – Em 9 dos últimos 8 anos (e em 6 dos últimos 6 anos) foram registradas taxas menores em outubro, em relação à agosto. Na média, pode-se considerar que a taxa apresenta níveis crescentes nesse período.

Outubro à Janeiro – Em 8 dos últimos 10 anos foram registradas taxas maiores em janeiro, em relação à outubro do ano anterior. Na média, pode-se considerar que a taxa apresenta níveis levemente crescentes nesse período.

 

 

Conclusões Gerais

A inflação geralmente começa o ano maior do que terminou o anterior. Em seguida sofre queda até meados do ano.

O meio do ano geralmente aponta os menores índices de inflação – especialmente em junho.

Em geral, a partir de setembro nota-se aumento das taxas até o mês de janeiro do ano seguinte.

 

Com base nas análises do comportamento da inflação nos últimos 10 anos e na média da taxa nesse período, obtemos o seguinte padrão de comportamento da taxa:

 

 

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