O investimento estrangeiro direto destinado à participação no capital das empresas registra seu menor nível em vinte anos

Investimento estrangeiro direto de qualidade bate recorde negativo

por Pedro Antônio Cássio Silva — publicado 11/02/2014 13h23, última modificação 11/02/2014 13h23
O IED destinado à participação no capital das empresas registra seu menor nível em vinte anos
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A parcela do investimento estrangeiro direto que é destinada à participação no capital das empresas, ou o ingresso líquido de investimento (subtraídas as saídas de capital), foi de 65% no ano passado, o menor nível desde 1993. Naquele ano, de hiperinflação, quando o  volume de investimento externo era muito menor que o atual (veja gráfico), pouco mais da metade dos investimentos estrangeiros tinha o destino na participação do capital das empresas. 

O IED líquido no ano passado somou US$ 64,05 bilhões, apresentando uma pequena queda de 1,88% em relação aos US$ 65,27 bilhões de 2012. A diferença está na divisão do investimento: a participação no capital registrou queda de 21,2% enquanto os empréstimos intercompanhias tiveram crescimento superior a 80,0%.

Em valores absolutos, houve até um crescimento do total de ingressos: passaram de US$ 84,3 bilhões em 2012 para US$ 86,4 bilhões no ano passado. Porém o investimento direto propriamente dito, aquele destinado à participação no capital das empresas, caiu de US$ 60,5 bilhões para US$ 49,3 bilhões. Em contrapartida, os empréstimos intercompanhias cresceram 56,4%, passando de US$ 23,7 bilhões em 2012 para US$ 37,1 bilhões no ano passado. Estes recursos, apesar de entrarem na composição do IED, podem não ser direcionados à produção já que não existe controle sobre seu destino, que pode ser a capitalização das filiais ou até o mercado financeiro.

 

 

 

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