Recorrer aos amigos foi fundamental para o sucesso da China in Box

por gustavo_galvao — publicado 22/04/2013 10h37, última modificação 22/04/2013 10h37
São Paulo – Diretor da rede era dentista e vendeu os consultórios para entrar no ramo dos restaurantes
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Quando Robinson Shiba montou a primeira loja da China in Box, ele teve que recorrer à sua rede de contatos. “É muito importante utilizar o networking de pessoas. Um amigo publicitário inventou o logotipo, um dono de gráfica que eu conhecia fez as minhas embalagens, um arquiteto fez a minha primeira loja e, obviamente, um bom cozinheiro se tornou meu sócio”, contou ele durante o 4º Encontro de Empreendedores realizado na sexta-feira (19/04), na Amcham - São Paulo(Leia mais)

Esse foi o primeiro passo, segundo ele, para começar os negócios. Shiba ainda teve que vender dois consultórios odontológicos que tinha para conseguir alugar o primeiro imóvel da rede China in Box, em 1992. “A decisão de assinar o contrato e começar a investir dá frio na barriga, mas a implantação é fundamental”, disse o empresário. Além de iniciar os investimentos e procurar a rede de contatos, ele começou a estudar o mercado de delivery, que ainda não estava estabelecido no Brasil.

Robinson Shiba era dentista e não tinha conhecimento nenhum sobre restaurantes, mas isso não o impediu de empreender. De acordo com ele, foi fundamental entender o mercado. “Para montar a minha loja, eu visitei praticamente todas as operações em comida chinesa e eu fiz pedidos em 50% dos deliverys de pizzaria que existiam na época”, lembrou o empresário, que admite que nunca fez um curso de culinária, mas se aliou a pessoas técnicas que foram direcionadas a executar os serviços.

Relação com o franqueado

Dois anos depois do primeiro restaurante, Shiba conseguiu mais 35 lojas franqueadas. Hoje, o Grupo TrendFoods, que compreende as redes China in Box e Gendai, conta com 235 restaurantes. “Na primeira feira de franquias que participei, vários comentaram que tiveram a ideia de montar um restaurante chinês por entrega. E a minha resposta foi ‘você planejou e eu fiz’”, lembrou o empresário.

Ele ressalta que é importante verificar se existe uma resposta financeira dos franqueados. “Nós analisamos muito mais o retorno do capital investido, pois o insucesso pode acontecer por vários fatores, como uma seleção equivocada ou um perfil diferente para o negócio”, explicou. Das 165 lojas abertas da China in Box, três foram fechadas porque não conseguiram fazer o repasse. Nesse caso, foi devolvido metade do capital investido pelo franqueado.

Por isso, é importante analisar se existe uma congruência dos valores dentro da franquia. “Hoje, o franqueado está mais preparado e vem fazendo pesquisas para não cometer o erro de escolher um franqueador que não tenha princípios e valores tão sólidos”. Quando o franqueado acaba passando o negócio para outro proprietário, Robinson Shiba não acredita que seja um fator de insucesso. “Nós não consideramos porque, muitas vezes, ele dá um retorno do seu capital e, em muitos casos, com certo lucro”, explicou.

 

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