Redes sociais agilizam contatos profissionais

por andre_inohara — publicado 28/02/2011 15h48, última modificação 28/02/2011 15h48
São Paulo - Comunidades virtuais agrupam informações e referências, facilitando busca de empregos e parcerias.
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As comunidades virtuais são cada vez mais importantes na construção de relacionamentos profissionais, pois se constituem em instrumentos mais rápidos que os tradicionais para divulgação de competências.

“Consegue-se enxergar a pessoa com o cargo com que se gostaria de falar e direcionar o contato, seja para pedir emprego ou encontrar parceiros”, aponta João Marcelo Furlan, diretor comercial da empresa de treinamento de executivos Enora, que participou de Café de Relacionamento na Amcham-São Paulo nesta segunda-feira (28/02).

As redes sociais oferecem ferramentas de relacionamento e informações sobre os próprios profissionais, que conseguem se aproximar de outros por meio de blogs ou comunidades específicas. Os perfis pessoais também ajudam a referenciar os contatos, algo que antes era feito por meio de consultas em papel ou por telefone, acrescenta Furlan.

A referência pessoal é uma das grandes vantagens das comunidades virtuais. Nos Estados Unidos, conforme Furlan, 70% das contratações de funcionários são feitas através do site LinkedIn, de relacionamento profissional, que possui mais de 90 milhões de usuários em 200 países. “Os contratantes usam a rede social para encontrar profissionais porque é possível ter recomendações online do candidato.”

Pesquisa do Ibope Inteligência revela que, dos 87% de brasileiros que acessam redes sociais, 83% o fazem por razões pessoais e 33% para uso profissional.

Dicas para construir um bom networking

João Marcelo Furlan ensinou, na Amcham, elementos essenciais a um bom networking. Entre os principais, estão ser objetivo e possuir recomendações. O primeiro passo, segundo Furlan, é definir o que se quer de um contato – parceria de negócios e/ ou indicação de trabalhos potenciais – e não ficar distribuindo cartões de visita indiscriminadamente.

Outra dica é começar a conviver com as pessoas. “Faça atividades prolongadas, onde se passa bastante tempo com outros, como o golfe“, assinala.  Como as redes de relacionamento começam a se formar em círculos de convivência próxima, como a família, é preciso criar familiaridade com os parceiros em potencial, argumenta. “Só as conversas aprofundam os relacionamentos.”

A etapa seguinte se trata do treinamento da abordagem, de modo a estar preparado para lidar com diferentes oportunidades que surjam. “Se alguém encontrar um presidente de empresa em um elevador, por exemplo, qual seria a melhor forma de se apresentar?”, questiona Furlan. Ele responde: em trinta segundos, é possível compartilhar algumas informações profissionais e trocar cartões. Em seguida, vale comunicar os diferenciais da organização à qual pertence e os objetivos do contato.

Para Furlan, o início do contato é a parte mais difícil do networking. Como um alto executivo é muito requisitado, é preciso mostrar seu diferencial logo de início.

 

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