Relação Brasil-Estados Unidos: empresários brasileiros e americanos pedem aproximação entre Biden e Bolsonaro

publicado 10/02/2021 11h58, última modificação 10/02/2021 11h58
Entenda como o setor privado brasileiro irá trabalhar na agenda bilateral entre países em 2021
Amcham Brasil relação Brasil Estados Unidos

Em comunicado conjunto, representantes do setor privado pedem que os presidentes do Brasil e Estados Unidos aprofundem as relações bilaterais. A carta, assinada por nós e por entidades como Confederação Nacional da Indústria (CNI), U.S. Chamber of Commerce (USCC), Conselho Empresarial Brasil-EUA, e Brazil-U.S. Business Council, foi enviada aos governos dos países no início de fevereiro.

A expectativa da aproximação visa principalmente a restauração do comércio e investimentos mútuos aos patamares antes da crise causada pela pandemia em 2020, ressaltando também a importância da cooperação em relação à proteção ambiental. Na carta, ressaltamos ainda a relevância do apoio dos Estados Unidos à adesão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), além  da implementação do recém-assinado Protocolo sobre Regras Comerciais e de Transparência. Apontamos também a necessidade de estímulo aos trabalhos dos diálogos bilaterais através do Fórum de CEOs, Diálogo Comercial, ATEC, Fórum de Energia, Diálogo da Indústria de Defesa e Diálogo Ambiental, entre outros.

"Começamos este ano entusiasmados com as possibilidades para a relação bilateral. O setor empresarial segue pronto para trabalhar de maneira próxima com os líderes de ambas as nações de forma a assegurar que a parceria entre Brasil e Estados Unidos concretize seu vasto potencial", afirma trecho da carta.

 

POR UM 2021 MAIS PRÓSPERO

A ambição em trabalhar em conjunto com os governos para fortalecer a agenda bilateral é ainda mais importante quando olhamos para o contexto do comércio entre Brasil e Estados Unidos. No ano passado, o intercâmbio comercial entre os países registrou a pior marca em 11 anos, conforme dados apontados em nosso Monitor do Comércio. O fluxo de comércio, que é a soma de exportações com importações, de US$ 45,6 bilhões, caiu 23,8% em relação a 2019 e foi o menor resultado deste a crise financeira de 2009.