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Aplicativos chineses: lições de um dos maiores mercados do mundo sobre apps

publicado 11/10/2021 16h00, última modificação 09/11/2021 12h14
Quais são as diferenças entre os aplicativos chineses e os demais e como o seu negócio pode se beneficiar com esse aprendizado?
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Conhecer mais sobre o mercado ao seu redor é fundamental para quem quer se tornar uma referência no mercado. E uma forma de se fazer isso é saindo da sua bolha de inovação, ampliando os seus horizontes em busca de mais referências para seguir se diferenciando mesmo com tanta competitividade. Um exemplo é acompanhar a evolução dos aplicativos chineses.

Afinal, a China é uma referência quando se fala em tecnologia e inovação, mas muito do que é feito no país tem uma estrutura diferente. Os apps não seguem o mesmo padrão que encontramos no Brasil ou nos Estados Unidos, por exemplo. Mas quais são as diferenças e como o seu negócio pode se beneficiar e aprender com o que é feito de diferente no país asiático?

O que acha de conhecer um pouco mais sobre isso e aprender algumas lições que os aplicativos chineses podem oferecer? Continue a leitura deste artigo e tire todas as suas dúvidas sobre um dos maiores mercados de apps do mundo!

Quais são os aplicativos mais usados na China?

Esqueça WhatsApp, Facebook, iFood ou Twitter. Nenhum dos gigantes e populares aplicativos faz sucesso na China. Aliás, essas plataformas são proibidas no país, o que abre espaço para alguns apps chineses. Os principais são: WeChat e AliPay. Mas se engana quem imagina que cada um deles tem apenas um ou outro recurso específico, eles reúnem várias funcionalidades.

Criados por Tencent e Alibaba, WeChat e AliPay dominam o mercado chinês justamente por oferecer uma experiência mais completa ao seus usuários. Em vez de ter inúmeros aplicativos no seu celular, o modelo chinês busca simplificar o acesso e a experiência dos usuários, reunindo diferentes recursos e funcionalidades em poucos apps.

Não à toa, o total de usuários em cada um deles teve um crescimento impressionante nos últimos anos. De acordo com o Statista, são mais de 1,2 bilhões de usuários ativos apenas no WeChat, resultando em uma alta de mais de 100% de 2015 até 2021. O site também mostra que o AliPay conta com mais de 600 milhões de pessoas utilizando regularmente o aplicativo.

O que esses aplicativos oferecem?

Mas por que esses aplicativos são tão populares na China? Quais são os seus recursos e diferenciais? Confira aqui!

WeChat

Como o nome indica, é natural imaginar que o WeChat seja um aplicativo voltado para a troca de mensagens e contato entre pessoas e empresas, certo? Não se trata de estar errada essa definição, mas o app é muito mais completo do que isso. A Tencent entendeu que é preciso aprimorar a experiência dos seus usuários e reuniu diferentes funcionalidades dentro da plataforma.

Quer um exemplo? Cada usuário no WeChat tem um feed particular, assim como existe no Instagram. Existe também o recurso de Moments, que replica o que se faz no TikTok ou no Reels. Tem um negócio e quer fazer uma divulgação ao vivo? Sem problemas, o WeChat também oferece o recurso de lives, o que amplia os números de usuários que utilizam o seu serviço.

AliPay

O nome do AliPay também é um indicativo sobre a sua função principal, não é mesmo? O seu foco inicial era o serviço financeiro, possibilitando que usuários transfiram recursos ou realizem pagamentos. A ideia, porém, não é facilitar o contato entre diferentes pessoas, mas integrar o aplicativo aos serviços que são oferecidos por todas as empresas pertencentes à Alibaba.

Você quer fazer um pagamento? Pode utilizar o AliPay. Mas também quer pedir comida do supermercado? O aplicativo faz a integração com empresas que são do grupo e possibilita a realização do pedido sem maiores problemas. Também é possível pagar as suas contas mensalmente, como gás, energia e internet, com os créditos disponíveis em seu app.

Os aplicativos pensam na infraestrutura?

Outra característica importante dos aplicativos chineses é o entendimento da importância em investir na infraestrutura. Segundo Mark Greeven, professor de inovação e estratégia, essa é uma das razões para tamanho sucesso dessas companhias no mercado em que atuam.

"A Alibaba e a Tencent também estão entre os principais provedores de infraestrutura de nuvem na China, além da Huawei. De qualquer forma, o campo de batalha ainda é bastante confuso e, como observamos em outros setores, alguns vencedores se destacarão do enxame, não apenas em termos de avanço tecnológico, mas, mais importante, de confiabilidade operacional e viabilidade do modelo de negócios", comenta.

Greeven reforça que o mercado de SaaS, por exemplo, é bastante particular por ter uma série de segmentos distintos, como ERP, CRM, HCM, soluções voltadas para e-commerce. Mas uma coisa em comum pode se destacar por parte dos aplicativos chineses: eles já estão entrando no circuito.

"A SAP e a Oracle ainda dominam o mercado de ERP de ponta na China, por exemplo, enquanto na área de CRM, 70% do segmento pertence aos provedores locais. Ao mesmo tempo, as gigantes chinesas da tecnologia como Alibaba e Tencent estão entrando no espaço com uma série de ofertas, como DingTalk da Alibaba, WeChat Enterprise da Tencent e Feishu da Bytedance", explica.

O que o mundo ocidental ainda pode aprender?

A dinâmica entre os aplicativos chineses e como são utilizados os apps no mundo ocidental é bastante diferente, não é mesmo? Lógico que é preciso levar vários fatores em consideração, mas uma das lições mais importantes que a realidade na China pode oferecer para os brasileiros em geral é o foco na experiência dos usuários ao longo das suas jornadas.

A ideia não é limitar o uso de um aplicativo para uma função específica, mas sim integrar diferentes ferramentas para fazer com que a rotina dele seja cada vez mais simples e prática. Por que não pedir uma comida e depois pagar a conta de luz no mesmo app? Adicionar funcionalidades que atendam às demandas do seu público pode ser uma das lições mais relevantes.

A boa notícia é que muitas da lições que se pode aprender com os aplicativos chineses podem ser colocadas em prática por aqui. Com a transformação digital e as mudanças no mercado, como o open banking, a tendência é que se torne mais simples pensar em como é possível melhorar a experiência do usuário.

Gostou de entender o cenário dos aplicativos chineses e as lições que eles podem oferecer? Por aqui no Brasil já estamos aprendendo bastante com eles, como os apps destinados para o e-commerce que passaram a disponibilizar ainda mais conteúdos relevantes para os seus usuários. Que tal, então, descobrir mais sobre a próxima onda de inovação e integração dos superapps? Acesse nosso conteúdo completo e descubra o Missão China!

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