Hábitos do consumidor no “novo normal” desafiam o Setor de Logística

publicado 29/07/2020 14h46, última modificação 29/07/2020 14h46
Leia o artigo de Roberto Hasil, Head de Logística e Inovação da Souza Cruz
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O isolamento social trouxe vários desafios para as empresas e, em especial, para suas áreas de logística. Foi necessária a junção de planejamento, inteligência e tecnologia para que a entrega de produtos fosse feita dentro do prazo esperado, considerando o fechamento de boa parte do comércio, a falta de acesso a algumas cidades e, principalmente, as mudanças de hábitos do consumidor.

Após a reabertura do varejo e a volta à rotina de empresas e serviços, mesmo que de forma parcial, a tarefa que se impõe agora às áreas de logística é o de entender quais dessas alterações de comportamento do consumidor serão mantidas.

Algumas soluções encontradas para superar o isolamento tendem a permanecer e se consolidar no “novo normal”. No caso da Souza Cruz, por exemplo, que atende mais de 300 mil pontos de venda – uma das maiores redes logísticas do país – foram reforçados os investimentos em inovação. Para agregar ainda mais ao seu padrão de eficiência já alto - maior parte dos varejistas recebe o produto em até 24 horas – , a empresa acelerou as transformações que já vinha desenvolvendo na cadeia logística, em especial no last mile.

Grande parte da estratégia está focada no reforço da Logística Colaborativa, com o uso de plataformas de crowdshipping, um conceito de distribuição de bens oriundo da Economia Compartilhada. Além disso, a empresa utiliza aplicativos a fim de realizar as entregas por maior número de veículos, porém de menor porte, permitindo assim o fracionamento de cargas e a redução de emissão de carbono, ao diminuir a distância das entregas da Souza Cruz e de diversas outras empresas.

Praças como o Rio de Janeiro, por exemplo, estão bem adiantadas no processo. Na capital carioca, 60% das entregas da Souza Cruz já são pulverizadas para diversos modais. Vans e caminhões foram substituídos por bicicletas, motos e carros comuns, garantindo agilidade e mais segurança na operação. Outra aposta é o fracionamento de cargas, fazendo com que a empresa ganhe capilaridade ao firmar parcerias com marcas relevantes no segmento de bens de consumo. O objetivo é diluir riscos e custos e fazer com que seus produtos cheguem a todos os pontos de venda, até os mais remotos do país.

Estes novos drivers devem permanecer e definir o futuro da logística, trazendo novas formas de operar do B2C para o B2B. Somente com investimentos em tecnologia, inteligência e plataformas diversas será possível garantir agilidade, resiliência, eficiência e segurança às operações logísticas no país.

 

*Escrito por Roberto Hasil, Head de Logística e Inovação da Souza Cruz

**O artigo é de total responsabilidade do autor e não reflete a opinião da Amcham Brasil