Amcham dá novos passos para estimular estágios dos participantes do Ciência Sem Fronteiras no exterior

por giovanna publicado 15/06/2012 15h08, última modificação 15/06/2012 15h08
São Paulo – Entidade trabalha na coleta de informações sobre as vagas disponíveis para divulgação a estudantes próximos.
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A Amcham está dando novos passos para concretizar a iniciativa de fomentar estágios dos participantes do Programa Ciência Sem Fronteiras (CSF), complementando sua experiência acadêmica no exterior com uma vivência prática em companhias com forte viés inovador e cultura de geração de patentes.

O projeto começou a deslanchar com a assinatura de acordos (MOU) com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e agora avança por meio dos trabalhos de uma força-tarefa coordenada pela Amcham para permitir o diálogo entre essas instituições e multinacionais interessadas em abrir vagas de estágio em outros países para os estudantes. Também já está em andamento um levantamento da localização de potenciais vagas para divulgação aos estudantes próximos. Apoiar esse grande matchmaking envolvendo governo, empresas e alunos é a principal tarefa da Amcham.

“O papel da Amcham é fazer a articulação entre o CSF e o setor privado, trazendo informações do programa às empresas e recebendo delas dados sobre vagas oferecidas, localidade e perfil de aluno desejado”, explicou Michelle Shayo Tchernobilsky, gerente de Relações Governamentais da Amcham, em reunião da força-tarefa nesta segunda-feira (11/06) na Amcham-São Paulo. Este foi o segundo encontro do grupo, que iniciou suas atividades em 08/04.

Veja aqui: Amcham assina memorando de entendimento com CNPq para facilitar estágio de participantes do Ciência Sem Fronteiras

O mapeamento

O trabalho de mapeamento das vagas no exterior começa no Brasil, com os escritórios das multinacionais articulando junto às matrizes a contratação de estagiários no exterior. A lógica da articulação é que os profissionais possam ser contratados em definitivo quando concluírem os estudos e retornarem ao País.

À Amcham cabe o papel de auxiliar na coleta e na divulgação de informações detalhadas sobre as vagas e repassar esse conteúdo às entidades que gerenciam o programa no Brasil e no exterior. Para o sucesso nessa ação, é importante que as vagas estejam muito detalhadas.

“A ideia é, até janeiro [de 2013], ter mapeadas todas as informações para as vagas de estágio nos EUA e em outros lugares”, adianta Michelle. Nessa época, cerca de 3 mil novos participantes do programa estarão desembarcando no exterior.

Os EUA são o destino preferido pelos participantes do CSF, porém há também interesse por outros países. Dos 101 mil estudantes de graduação, doutorado, pós-doutorado e pesquisa científica que devem participar do programa até 2015, a metade deve escolher o território americano, mas Europa Ocidental – especialmente Alemanha – e Coreia do Sul também têm sido bastante buscadas.  

Veja aqui: Ciência sem Fronteiras é oportunidade para fomentar cultura de inovação industrial no Brasil

Capes e CNPq ressaltam apoio da Amcham

A iniciativa da Amcham ajuda a contornar uma dificuldade sentida por Capes, CNPq e IIE de quadro limitado de profissionais para operacionalizar a divulgação das vagas de estágio e o matchmaking. “Não existem braços suficientes para conseguir fazer a parte dos alunos, da logística e dos estágios, e nos propusemos a fazer esse papel”, reforçou Michelle, da Amcham.

“Nossa dificuldade começa com o número reduzido de pessoal para cuidar do CSF”, disse Marileide Maria Augusto Vieira, coordenadora de Bolsas da Capes. “O programa não tem nem um ano de vida e temos que melhorar nossas ações para garantir os estágios. Esperamos que a Amcham nos ajude nesse sentido”, assinalou.

Para Mário Ramos de Oliveira, coordenador-geral de Cooperação Internacional do CNPq, é relevante haver um trabalho organizado para oferecer o melhor acompanhamento possível aos bolsistas. “Essa articulação (entre governo e iniciativa privada) é extremamente importante. É preciso ter infraestrutura para receber informações das empresas e alunos participantes do programa. Queremos que esse aluno participe de um estágio com acompanhamento e que haja uma espécie de tutor para ele não ficar desacompanhado”, destacou.

 

 

 

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