Amcham: Dilma Rousseff e Barack Obama fortalecem relação Brasil-EUA com foco em questões sociais

por daniela publicado 21/09/2011 16h48, última modificação 21/09/2011 16h48
São Paulo - CEO da entidade, Gabriel Rico, participou do jantar no qual a presidente brasileira recebeu o prêmio de Serviço Público oferecido Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Nova York.
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A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, trabalham com o objetivo de fortalecer a relação bilateral, apoiando esse movimento em especial em aspectos sociais. Essa é a análise de Gabriel Rico, CEO da Amcham, sobre o atual estágio do relacionamento Brasil-EUA.

Delegação do governo brasileiro encontra-se em Nova York, onde a presidente teve encontro com Obama e vários líderes de Estado, e fez o discurso de abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Dilma e Obama estão reconstruindo a relação Brasil-EUA em outra linguagem, mais focada em questões sociais, políticas de inclusão, valores, medidas anticorrupção, transparência e fortalecimento da democracia”, destacou Rico nesta quarta-feira (21/09), direto de Nova York.

Rico participou na terça-feira (20/09) à noite de jantar no qual a presidente brasileira recebeu o prêmio de Serviço Público oferecido Woodrow Wilson International Center for Scholars.

O CEO da Amcham vê ainda disposição dos dois líderes para buscarem conjuntamente soluções às turbulências na economia global. “Há intenção de cooperação para enfrentamento da crise mundial”, disse. 

Na avaliação de Rico, Brasil e EUA vivem uma fase positiva para aprofundamento do diálogo. “É uma parceria cada vez mais próxima, que não volta atrás. Nesse contexto, questões comerciais deverão se fortalecer naturalmente”, destacou.

Agenda movimentada

Em seu discurso na 66ª Assembleia Geral da ONU, a presidente Dilma defendeu o reconhecimento pleno do Estado palestino como membro das Nações Unidas.

"Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional", disse. Ela enfatizou que o Brasil é um país onde descendentes de árabes e judeus são “compatriotas e convivem em harmonia”.

Em outra oportunidade, Dilma ressaltou a necessidade de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. "A falta de representatividade no Conselho de Segurança corrói sua efetividade. O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha refletir a sociedade contemporânea, em especial com representantes das economias em desenvolvimento", afirmou.

A presidente demonstrou ainda preocupação com a crise econômica internacional e a necessidade um trabalho coordenado para revertê-la. "Essa crise é séria demais para que seja administrada por uns poucos países."

Dilma foi a primeira mulher a fazer o discurso de abertura do evento. "Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral: é a voz da democracia", salientou.

Parceria para Governo Aberto

Na terça-feira, ocorreu a cerimônia de lançamento da “Parceria para Governo Aberto”, projeto de iniciativa dos governos americano e brasileiro que tem como objetivos a promoção da transparência orçamentária e o direito ao acesso às informações públicas.

Acompanhada de Obama, a presidente citou como exemplo de transparência a proposta de criação do fim do sigilo eterno dos documentos públicos, que hoje tramita no Congresso.

Ainda na terça, no jantar onde recebeu o prêmio do Woodrow Wilson  Center, Dilma também manifestou preocupação com a crise nos países desenvolvidos, mas enfatizou que o Brasil apresenta "fundamentos sólidos", ou seja, está mais fortalecido para atravessar essas situações.

 

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