Amcham manda carta a congressistas americanos em defesa de produtos brasileiros

publicado 24/07/2013 12h46, última modificação 24/07/2013 12h46
São Paulo – Custos de importação nos EUA subirão, caso Sistema Geral de Preferências não seja renovado
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A Amcham e a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) defenderam, em carta enviada aos congressistas americanos, que a renovação do SGP (Sistema Geral de Preferências) dos Estados Unidos ocorra até o final do mês.

“A Amcham e a FIESP gostariam de expressar o forte apoio para a renovação do programa de SGP, que expira em 31 de julho de 2013. Instamos para que o Senado considere a renovação prioritária em sua agenda”, de acordo com o comunicado conjunto de 19 de julho.

O SGP dos Estados Unidos dá isenção de tarifas a milhares de produtos de 127 países em desenvolvimento – inclusive o Brasil. A renovação de preferências é feita periodicamente, e o prazo previsto para este ano é 31 de julho.

Se o programa não for renovado, os produtos brasileiros terão que pagar taxas normais ao entrar nos EUA, o que reduziria drasticamente sua competitividade nesse mercado.

Há duas propostas de lei para renovar o SGP até 30 de setembro de 2015, a HR 2709, que tramita na Câmara dos Representantes (Deputados), e a S. 1331, no Senado. De acordo com a Amcham, é nessa instancia que a proposta enfrenta as maiores resistências.

Para manter a estabilidade do cenário atual, inibindo o pagamento de tarifas anuladas pelo programa, o Congresso norte-americano precisa aprovar as proposta de lei até a data limite, segundo a Amcham. A descontinuidade do programa seria ruim tanto para as empresas brasileiras como americanas. Se o Congresso não renovar o programa, haverá aumentos de preços que vão afetar, sobretudo, as pequenas e médias empresas americanas.

“O SGP reduz custos de importação, melhorando a competitividade dos bens finais americanos. Se o programa expirar, as companhias dos EUA serão forçadas a pagar diariamente US$ 2 milhões em novas taxas”, argumentam Amcham e Fiesp. A manutenção do programa é fundamental, diz a carta, além de “ser um símbolo positivo da parceria duradoura entre as duas nações, e sólido compromisso de desenvolvimento das companhias americanas estabelecidas no País”.

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