Amcham e MME promovem diálogo entre empresários, ministro de Minas e Energia do Brasil e secretário de Energia dos EUA

publicado 04/02/2020 18h21, última modificação 04/02/2020 18h21
Rio de Janeiro – Fórum de Energia Brasil - Estados Unidos visa estreitar a cooperação energética entre os países.
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Secretário de Energia dos EUA, Dan Brouillette, e Ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, no Fórum de Energia Brasil-EUA no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro foi palco do lançamento oficial do Fórum de Energia Brasil – Estados Unidos (USBEF), realizado nesta segunda-feira, dia 03. Anunciado em março de 2019, o USBEF representa uma nova estrutura cooperativa bilateral de energia entre governos. A iniciativa liderada por uma coordenação interinstitucional foi presidida pelo secretário de Energia dos EUA, Dan Brouillette, e pelo ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, e incluiu representantes de outras agências governamentais, além dos executivos das principais empresas de energia.

O objetivo do Fórum é identificar questões técnicas, regulatórias e políticas de interesse mútuo, além de desenvolver planos acionáveis para atingir metas concretas para o tratamento de questões necessárias aos países. Projetado para ser flexível e ágil, o USBEF também ajudará os Estados Unidos e o Brasil a identificar as barreiras críticas ao comércio bilateral de energia e investimentos. O Fórum representa uma abordagem pública/privada para debater os desafios de segurança de energia enfrentados pelos dois países, seus aliados e parceiros mundiais.

Durante o evento, foram assinados dois Memorandos de Entendimentos, que ampliam a cooperação bilateral entre a Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) e o Instituto de Energia Nuclear dos EUA (NEI, em inglês) e, também, entre a estatal brasileira Eletronuclear e a companhia americana especializada em energia nuclear Westinghouse.

“O crescimento econômico do Brasil está acelerando e teremos que aumentar a produção de energia para os próximos anos. De certa forma, estamos recebendo sinais de que estamos indo pelo caminho certo. Para a construção de um ambiente balizado pela governança, pela segurança jurídica e regulatória e pela previsibilidade, contamos com, a parceria da indústria, agências reguladoras, empresas vinculadas e órgãos do governo. E, para isso, estivemos todos aqui reunidos”, disse Albuquerque em seu discurso. “Nesta manhã trocamos experiência entre países, discutimos modelos de negócios e debatemos sobre os desafios e próximos passos de nossa cooperação. Para atingir nossos objetivos, contamos com a cooperação do governo americano e convidamos as empresas aqui presentes a se engajarem nessa empreitada, a realizarem todo o seu potencial e a serem a força propulsora da prosperidade sustentável que buscamos”, completou o ministro.

O estreitamento da relação entre os países começou pelo setor nuclear, mas a ideia é que isso se amplie para outros campos, como petróleo e gás. “A indústria americana de energia está pronta e animada para trabalhar com o Brasil”, afirmou Brouillette, que acrescentou: “já existem algumas modernizações na legislação brasileira sobre energia e vamos apoiar esses esforços de todas as maneiras que pudermos. Os acordos assinados hoje são um passo significativo para aumentar a presença e os investimentos dos Estados Unidos no Brasil”.

Nossa CEO, Deborah Vieitas, discursou no evento e foi porta-voz do setor privado, dirigindo as perguntas do empresariado às autoridades brasileira e americana. “Atualmente, os Estados Unidos são, de longe, o maior produtor mundial de petróleo e gás e o Brasil caminha para se tornar um dos cinco maiores produtores até o final dessa década. Como sabemos, a matriz energética brasileira é bem diversificada, com potencial para se desenvolver ainda mais em áreas como as energias renováveis e a geração de energia a partir de centrais nucleares, segmentos estes que também oferecem grande potencial de cooperação bilateral”, afirmou ela.

A promoção do diálogo entre as esferas pública e privada, assim como o desenvolvimento da relação Brasil – Estados Unidos é parte da nossa missão. A recepção do Fórum de Energia, realizada por nós e pelo Ministério de Minas e Energia (MME), é um dos momentos em que nossos associados têm acesso exclusivo a esses encontros. “A Amcham Brasil segue empenhada em sua missão de fomentar um diálogo ainda mais profícuo entre o setor empresarial e os governos do Brasil e dos Estados Unidos, com o objetivo de aprofundar e elevar o patamar das nossas relações bilaterais”, disse Vieitas.

 

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