Amcham lança comitê estratégico para estimular negócios do Brasil com demais países da América Latina

por daniela publicado 25/08/2011 16h14, última modificação 25/08/2011 16h14
Daniela Rocha
São Paulo - Grupo que abordará oportunidades e desafios comerciais na região será presidido por Miguel Jorge, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
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A Amcham lançou nesta quinta-feira (25/08) o comitê estratégico de Business Affairs LATAM, que visa compartilhar experiências, incentivar a troca de informações e colaborar para o aumento dos negócios do Brasil na América Latina, reforçando a posição do País como um hub da região e tendo como objetivo o ganho de competitividade de empresas com atuação no Brasil e na América Latina.

"O Brasil tem posição de crescente destaque na América Latina, grande número de companhias internacionais têm headquarters no País, e aumentam os negócios de empresas nacionais com mercados da região. Boa parte dessas companhias faz parte da Amcham, então é uma demanda da entidade falar sobre o tema", justiticou Gabriel Rico, CEO da Amcham.

O grupo, formado por presidentes e CEOs para América Latina de empresas nacionais e multinacionais de grande porte ou representatividade de mercado, será presidido por Miguel Jorge, sócio da Barral M.Jorge Consultores Associados e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“Hoje temos mais negócios na América Latina do que com os Estados Unidos, que representam um grande mercado para o Brasil. Então, o comitê consistirá em uma oportunidade interessante para as empresas mostrarem seus pontos de vista e indicarem aspectos que precisam ser resolvidos para ampliação dos negócios na região. Buscaremos ser um comitê o mais operacional possível”, disse Jorge em entrevista após o encontro inaugural do grupo na sede da entidade em São Paulo

O ex-ministro ressaltou que há condições de aumento das vendas brasileiras na América Latina em praticamente todos os setores, especialmente o de infraestrutura. “O Brasil exporta muito para a Argentina por conta do Mercosul, mas existem outros países que estão sendo cada vez mais importantes para o comércio brasileiro, como Peru, Colômbia e Venezuela.”

Cenário

Miguel Jorge diz que o trabalho do comitê se torna ainda mais relevante em um momento em que as economias de Estados Unidos, Europa e Japão estão em crise.

Na avaliação do ex-ministro, os países desenvolvidos, dentro dos esforços exportadores do Brasil nos últimos anos, deixaram de ocupar o espaço que tinham. Continuam sendo destinos importantes, mas já não são prioritários porque o Brasil conseguiu diversificar e ampliar o comércio com outras nações. 

De acordo com ele, há oito anos os EUA significavam de 20% da pauta de exportações brasileiras. Hoje, embora tenham aumentado em volume, as vendas ao mercado americano representam entre 13% e 14% do total, isso devido ao fato de o Brasil ter procurado novos mercados ná America Latina, África e Oriente Médio.

“Nosso comitê tem essa preocupação de trabalhar a proximidade com os países latinoamericanos. É muito mais fácil em termos logísticos e até de língua (similaridades do Português com o Espanhol) vender para vizinhos do que para países a mais de 10 mil quilômetros de distância.”

Miguel Jorge enfatizou ainda que os países da América Latina têm apresentado crescimento superior à média da economia mundial e que, na comparação as economias dos EUA e da Europa, os desempenhos são ainda superiores.

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