Brasil pode aprender a fazer acordos comerciais com Canadá, México, Peru e Tailândia

publicado 29/08/2013 15h40, última modificação 29/08/2013 15h40
São Paulo – Seminário da Amcham reuniu representantes dos quatro países, CNI e Fiesp em debate sobre a abertura da economia brasileira
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Para discutir as perspectivas brasileiras para o comércio exterior, à luz dos acordos internacionais de comércio e investimento de países emergente, a Amcham-São Paulo realizou hoje (29/08) o seminário “Acordos Internacionais de Comércio e Investimentos”.

O primeiro painel do evento reuniu o embaixador da Tailândia,Tharit Charungvat e os cônsules geral do México, José Hernandez; do Canadá, Stéphane Larue; e do Peru, Jorge Arturo Jarama; apresentando os modelos de abertura de mercado de cada país. O ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, mediou o debate entre os diplomatas.

O seminário debateu ainda a importância dos acordos internacionais na visão do setor privado brasileiro. Participaram Gabriel Rico, CEO da Amcham; Mário Marconini, diretor adjunto do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da FIESP; e Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI.

Durante o evento, os associados presentes responderam  uma pesquisa sobre a importância dos acordos comerciais. A totalidade dos participantes acredita que acordos comerciais melhorariam o comércio exterior do País e 92% acreditam que sua empresa seria beneficiada pelo aumento de acordos internacionais. O Mercosul deve ser flexibilizado na opinião da 87% dos participantes.

Site da Amcham traz matéria completa 

Links para apresentação dos representantes da CNI, Fiesp, México, Peru e Tailândia 

Confira as principais frases do painel de debates do seminário:

“A Tailândia é basicamente rica em peixe e arroz, não temos riquezas minerais ou petróleo. Hoje, os acordos de livre comércio são essenciais na manutenção da competitividade da nossa economia", Tharit Charungvat, embaixador da Tailândia no Brasil

 “A abertura comercial é parte crucial do processo de melhoria da competitividade e produtividade de um país”, José Hernandez, cônsul Geral do México em São Paulo

"O Canadá possui atualmente 13 acordos de livre comércio. Negociamos hoje com União Européia, Índia, Japão e Coréia, além da modernização dos acordos com Estados Unidos e México” , cônsul do Canadá, Stéphane Larue.

“A situação do Mercosul é preocupante. Nós conseguimos acordo bilaterais limitados (Israel, Palestina e Índia) na última década”, Carlos Abijaodi, diretor da CNI

“Metade do comércio internacional está apoiado em acordos internacionais. No Brasil, a média é de apenas 20%”, Gabriel Rico, CEO da Amcham

“Tem muita coisa acontecendo no mundo em termos de acordos comerciais e o Brasil não está participando”, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil

“O Peru é um país pequeno, ou seja, é fundamental investir em abertura da economia para manter nosso ritmo de crescimento na casa dos 6%”, Jorge Arturo Jarama, cônsul Geral do Peru em São Paulo 

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