Brasileiro precisa conhecer de perto o mercado chinês para fechar negócios de alto nível no país

por marcel_gugoni — publicado 09/08/2012 15h40, última modificação 09/08/2012 15h40
São Paulo – Amcham promove terceira missão comercial com o intuito de capacitar empresários para encontrar parceiros, clientes e fornecedores no gigante asiático em outubro.
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A China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil e a economia que mais cresce no mundo; mas, quando se trata de ampliar os negócios naquele mercado, o empresariado brasileiro se depara com dificuldades. A falta de conhecimento mais aprofundado de clientes e parceiros emperra a elevação do nível e da qualidade dos acordos comerciais, analisa Thomaz Machado, CEO da China Invest, empresa parceira da Amcham na terceira missão comercial para o país.

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“A grande dificuldade das empresas ao fazerem negócio com os chineses é o desconhecimento. Poucos brasileiros conhecem as principais empresas chinesas e quase nenhum chinês sabe quais são as maiores companhias brasileiras em cada setor”, disse ele, que participou de café da manhã realizado na Amcham-São Paulo nesta quinta-feira (09/08) para apresentar as oportunidades da missão. “É preciso que se pesquisem e se conheçam os parceiros in loco.”

A oportunidade aberta pela Amcham “é diferenciada porque sua principal intenção é capacitar os empresários a chegarem a um país com uma cultura completamente diversa e uma maneira de pensar distinta e única”, explica Machado. “O segredo é o empresário brasileiro ir buscar parceiros na China para, futuramente, abrir as portas para a vinda deles para cá.”

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Entre os dias 11/10 e 21/10, o grupo de, no máximo, 25 participantes, fará reuniões de networking com potenciais fornecedores e parceiros e visitará a CantonFair, maior feira multissetorial do mundo, em Guangzhou; a Hong Kong Electronics Fair e a China Sourcing Fair, ambas em Hong Kong. Pelo menos três fábricas estão na agenda da viagem de negócios.

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“A ideia da missão é prover informações sobre parceiros para as empresas brasileiras, saindo daqui já com produtos prospectados”, explica Camila Moura, gerente de Comércio Exterior da Amcham. Ela adianta que os participantes terão transporte e serviço de intérprete à disposição. “O grupo tem que ser pequeno para que possamos atender de perto a necessidade de cada empresário.”

Setores potenciais

A viagem oferece oportunidades para os mais variados setores, entre eles máquinas e equipamentos, computadores e tecnologia da informação, veículos e autopeças, produtos químicos e minerais, construção, eletrodomésticos, materiais elétricos e eletrônicos, e comunicação. Machado reforça que as chances de novos negócios são voltadas, em sua grande maioria, ao setor industrial.

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“O Brasil diz que gostaria de exportar produtos de valor agregado para a China, com maior tecnologia, mas não sabemos para quem exportar. Como negociar sem saber sequer nome do nosso cliente?”, questiona. A missão ajuda nessa identificação.

A CantonFair, por exemplo, terá de dois a três dias de visitação contemplados na agenda. “É uma feira multissetorial com 66 mil estandes com todas as gigantes da China em 1,2 milhão de metros quadrados”, informa o executivo da China Invest.

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Conforme o consultor, as empresas brasileiras precisam ir com o foco bem definido em termos de qualidade e preço dos produtos que procuram. “Basta visitar uma fábrica chinesa para ver quantas alternativas elas oferecem. Uma chave de fenda pode durar um ano, seis meses ou toda a vida. Uma lâmpada, 45 dias ou três anos. Qual delas buscamos?”

A China tem polos de produção especiais para cada tipo de produto: há cidades só com fábricas de pneus, outras só com linhas de produção de moldes de plástico, uma só voltada à produção de pisos de porcelanato, entre outros. “Definido o produto, o empresário poderá ter a certeza de que a missão não será sua última viagem ao país, mas a primeira. O primeiro passo é conhecer de perto.”

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E o Brasil também é apontado como uma mina de ouro para negócios. “No Brasil falta infraestrutura, falta logística, falta tecnologia. Não adianta batermos recorde de produção de soja se não temos como escoar essa produção. As empresas chinesas podem ser boas parceiras para fazer joint ventures, por meio da qual podemos absorver tecnologia e obter investimentos.”

Serviços de viagem

Camila, da Amcham, salienta que os empresários terão serviço de assessoramento full time para extrair o máximo de oportunidades e informações da viagem. “O pacote inclui até a tradução do cartão de visitas para o mandarim”, conta. “São detalhes que fazem a diferença para uma missão bem sucedida.”

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A hospedagem, a liberação de chips de celulares para o mercado local e a tradução do cartão de visita serão fornecidos a todos os participantes. Há outros serviços à parte, como o acesso à internet banda larga, e um pacote de pesquisa setorial de acordo com o produto buscado pelos participantes.

As inscrições para participar da missão vão até 06/09. Dados relativos a valores e formas de pagamento podem ser obtidos com a área de missões comerciais da Amcham, com Miguel Camargo (miguel.camargo@amchambrasil.com.br) ou Joel Julius (joel.julius@amchambrasil.com.br), ou por meio dos telefones (11) 5180 3614 e (11) 5180 3640.

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