CEO da Amcham: comércio Brasil-EUA não será afetado com adiamento de visita de Dilma

publicado 17/09/2013 15h36, última modificação 17/09/2013 15h36
São Paulo – Gabriel Rico diz que decisão é “perda de oportunidade para aumento de investimentos”
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O CEO da Amcham, Gabriel Rico, afirma que o adiamento da visita de Estado da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, em outubro, não afeta o ritmo de comércio bilateral.

“A atividade econômica está centrada na iniciativa privada de ambos os lados”, explica.

No entanto, Rico destaca que a transferência da viagem, nesse momento, “é perda de uma oportunidade para impulsionar os investimentos americanos no fluxo comercial com o Brasil.”

Gabriel Rico ressalta, porém, que compreende as razões do adiamento da visita.

Nota da presidente Dilma

Em nota divulgada na tarde de terça-feira (17/09), a presidente Dilma Rousseff afirma que adiou a visita aos Estados Unidos porque ainda não há “tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação”, o que elimina as condições para a realização da visita em outubro.

A nota diz que o adiamento foi decisão conjunta entre Dilma e Barack Obama, presidente dos EUA. Na segunda-feira, Obama ligou para Dilma e os dois conversaram por cerca de 20 minutos. “Os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satsfatória para o Brasil ainda não foi alcançada”, relata a nota.

A presidente afirma, na declaração, que assim que a questão for resolvida, a visita de Estado ocorrerá no “mais breve prazo possível”.

Declaração da Casa Branca

A Casa Branca afirma, por meio de nota divulgada também na terça-feira (17/09), que Barack Obama entende e lamenta as preocupações alegadas pela presidente Dilma e que se compromete a trabalhar em conjunto com Dilma e seu governo, por meio dos canais diplomáticos, para superar a questão da espionagem.

A nota diz que Obama ordenou uma “ampla revisão da postura de inteligência dos EUA”, mas que o processo deverá levar meses.

O documento afirma que os dois presidentes estão “ansiosos” para a visita de Estado que irá celebrar o relacionamento dos países, e que a mesma não será “ofuscada por uma única questão bilateral, não importa quão grande ou desafiador o resultado pode ser”.

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