Missão nos EUA abriu horizontes para gestão e internacionalização, dizem participantes

publicado 17/11/2014 12h10, última modificação 17/11/2014 12h10
São Paulo – Dez empresas participaram da Missão de Empreendedorismo, de 1º a 8 de novembro
missao-foto01.jpg-3072.html

Os empresários brasileiros que participaram da Missão de Empreendedorismo nos EUA, com a Amcham, voltaram com novos modelos de negócio e possibilidades de atuação no mercado americano. A missão, de 1º a 8 de novembro, os colocou em contato com empresas inovadoras, agências de fomento, laboratórios de gestão e investidores.

“É verdade que o ecossistema empreendedor brasileiro precisará evoluir muito, mas, ao mesmo tempo, fica claro que também temos diferenciais que podem ser internacionalizados neste momento”, afirma Gustavo Nakashini, CEO do Nakashini Group, que atua na área de salões de beleza.

A Amcham levou dez executivos e empresários de pequenas e médias empresas para um programa de capacitação e networking direcionado em Boston, Nova Iorque e Miami (saiba mais detalhes da programação aqui e aqui).

O mundo é o limite

Para ele, o mundo está em um crescimento orgânico que proporciona novas condições para a inovação, especialmente para negócios com diferenciais, focados em um universo mais eficiente, inteligente, dinâmico e sustentável. “(Há) um novo futuro de incertezas, mas de infinitas oportunidades”, avalia.

Os cases de internacionalização de multinacionais brasileiras, como Stefanini, Bauducco, Embraer e Giraffas forneceram inspiração para projetos de expansão de negócios, comenta Nakashini. Ele diz que, nesse cenário global, a questão que se levanta é “por quanto tempo você acha que sobreviverá sendo local?”. “Viver novos horizontes mundo a fora é uma questão estratégica”, declara.

Além dos exemplos brasileiros, o empresário conheceu mecanismos de apoio às companhias brasileiras que planejam entrar no mercado americano. “Já existe um cenário pronto para a alavancagem de empresas em proporções globais. Organizações, empresas e bancos estão à espera para serem links e propulsores”, cita.

Novas ideias

Gerente de TI do grupo Adeste, Pércio Girão retornou dos EUA com mais modelos para um novo negócio da companhia, que reúne oito empresas em quatro segmentos (fármaco, food, pet e cable). Ele embarcou na missão justamente pelo foco de empreendedorismo e inovação da programação, que tem a ver com o novo projeto do grupo.

Girão relata que um dos exemplos debatidos com profissionais do MIT (Massachusetts Institute of Technology) foi responsável por uma importante alteração nos planos.

“A gente já mudou a forma de pensamento e vai adotar o modelo visto no MIT. Estamos reformulando o plano de negócio”, destaca.

Segundo o executivo, o novo modelo de desenvolvimento de negócios contempla fases antes não previstas na estratégia.

Reuniões em outras empresas e aceleradoras, como a Venture Hive e o Babson College, diz, também ampliaram a visão de como se faz negócios e de como capacitar lideranças. “Tive um retorno maior de como o americano trabalha, identifica oportunidades e as fomenta”, exemplifica.

Outro ponto que chamou a atenção do executivo foi o contato com o consulado brasileiro, que pode dar suporte a empresas que pretendem operar nos EUA. “Vi que podemos ter um contato muito maior com os americanos, por meio de nossas unidades do grupo”, ressalta.

registrado em: