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Região Sudeste puxou recorde de US$ 49,6 bi no comércio bilateral com os Estados Unidos até setembro de 2021

publicado 25/10/2021 15h22, última modificação 25/10/2021 15h22
Dados são do Monitor de Comércio da Amcham, que também evidencia os efeitos da pandemia e da crise hídrica nas importações brasileiras
Região sudeste puxou recorde de US$ 49,6 bi no comércio bilateral com os estados unidos aré setembro de 2021

A edição mais recente do Monitor de Comércio Brasil-EUA da Amcham, lançado no dia 15 de outubro, revela que o comércio bilateral recuperou-se dos impactos econômicos da pandemia e atingiu um patamar histórico de US$ 49,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2021.  

Enquanto as exportações brasileiras para os EUA alcançaram o recorde de US$ 22,3 bilhões, as nossas importações originárias dos EUA tiveram valor inédito de US$ 27,3 bilhõesClicando aqui você vai entender os motivos desse crescimento e conhecer nossas projeções para o fechamento do ano.  

Em complemento, analisamos abaixo como o comércio bilateral se comportou a partir de cada região brasileira, indicando os estados que mais se destacaram na compra e venda de produtos entre Brasil e EUA. 

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS POR ESTADO 

A região Sudeste liderou os embarques brasileiros para os EUA, respondendo por 64,3% de todas as exportações no período. Na sequência, vieram as regiões Sul (16,5%), Nordeste (12,1%), Centro-Oeste (2,8%) e Norte (2,2%).  

“O destaque no lado das exportações vem do desempenho de setores como o siderúrgico, combustíveis, aeronaves e produtos de madeira”, esclarece Abrão Neto, vice-presidente Executivo da Amcham. As vendas de produtos semi-acabados de ferro e aço e de petróleo bruto tiveram crescimento de 137% e 206%, respectivamente, influenciadas pelo aumento dos preços globais.  

Entre os principais estados exportadores, São Paulo foi responsável pela maior parte dos embarques aos EUA (28,5%), com destaque para aeronaves. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (17,5%) e Espírito Santo (10,4%), cujos principais produtos exportados foram semiacabados de ferro e aço. Minas Gerais (7,9%) e o Espírito Santo (6,1%) ficaram em quarto e quinto lugar, com relevo para as vendas de café não torrado e manufaturas de madeira, respectivamente.  

IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS POR ESTADO 

As importações brasileiras originárias dos EUA também se concentraram na região Sudeste (53,4%), seguida pelo Nordeste (18,3%), Sul (13,4%), Centro-Oeste (8,3%) e Norte (6,6%).

Em relação aos estados, São Paulo liderou as importações, tendo sido responsável por 28,6% de todas as compras brasileiras de produtos americanos, com destaque para inseticidas, herbicidas e combustíveis. Outros estados importadores relevantes foram o Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Paraná.  

A crise hídrica e a pandemia foram os fatores conjunturais que mais influenciaram as importações brasileirasSegundo Abrão Neto, verifica-se um “aumento de quase 1.700% nas compras brasileiras de gás natural, na esteira do aumento das operações das termoelétricas no Brasil. Além disso, as importações de vacinas cresceram 956%, no contexto do avanço da imunização da população brasileira contra a Covid-19”.

Os principais compradores de gás natural dos EUA foram o estado do Rio de Janeiro (US$ 1,2 bilhão), Bahia (US$ 503 milhões) e Ceará (US$ 68,7 milhões). 

Projeções positivas  

A Amcham atualizou sua projeção para o comércio bilateral no ano de 2021, com base no forte desempenho no 3º trimestre, estimando exportações brasileiras para os Estados Unidos acima de US$ 30 bilhões e importações vindas dos Estados Unidos acima de US$ 37 bilhões. 

A equipe do jornal OGlobo analisou com exclusividade os dados e projeções feitas pelo Monitor da Amcham. Confira aqui reportagem da jornalista Eliane Oliveira. 

Os dados e análises completas do Monitor do Comércio Brasil-EUA do 3º Trimestre de 2021 estão disponíveis gratuitamente para download no amcham.com.br/monitor.