“Há convergência de propostas”, diz Aécio, sobre a agenda de competitividade da Amcham

publicado 16/05/2014 16h47, última modificação 16/05/2014 16h47
São Paulo – Tucano foi o primeiro a se apresentar no ciclo de debates com presidenciáveis
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O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB a presidente da República, foi o primeiro a participar do ciclo de debates com presidenciáveis da Amcham, na sexta-feira (16/05). O tucano recebeu a agenda da entidade com propostas para a competitividade do país e disse que “há uma clara convergência” entre o que a Amcham propõe e o que ele tem apresentado a um público de 800 empresários.

As propostas foram apresentadas na abertura do evento pelo CEO da Amcham, Gabriel Rico. Elas enfatizam três aspectos para a competitividade: melhoria do ambiente de negócios, inserção na cadeia global de valor e aumento da produtividade. Confira todos os detalhes clicando aqui.

Entre as propostas da Amcham que citou, Aécio afirmou que, se vencer as eleições em outubro, vai flexibilizar o acordo com o Mercosul para que o país possa fazer acordos de comércio com outros parceiros, em negociações independentes do bloco sul-americano.

“Temos que ter a coragem de flexibilizar as amarras do Mercosul para que nós possamos nos permitir a fazer acordos bilaterais que permitam vantagens que o Brasil não vem tendo hoje a partir dos acordos firmados com o Mercosul. Avançar de forma clara na busca da construção de acordo com os EUA e União Europeia deve ser uma obsessão para o futuro governo do Brasil”, disse.

Reforma tributária

Ele também detalhou o que pretende fazer em relação a propostas como a redução do gasto público e a reforma tributária. “Faria até pelo simbolismo dessa medida, no primeiro dia de governo, um corte em metade desses ministérios e criaria apenas uma secretaria extraordinária para, num prazo de seis meses, apresentar e votar no congresso nacional uma profunda simplificação do nosso sistema tributário”, afirmou.

Entre outros pontos da agenda da Amcham, o tucano ainda abordou financiamento à inovação, estímulo às parcerias público-privadas, e investimentos na qualificação de mão-de-obra e no ensino médio, como incentivos fiscais às empresas que qualificarem funcionários.

“Se vencermos, ao longo do tempo vamos voltar a discutir essas propostas e montar um cronograma claro do que pode ser feito em pouco tempo e a médio e longo prazo”, disse, se dirigindo ao CEO da Amcham, Gabriel Rico.