Amcham apresenta programa +Competitividade Brasil focado em maior produtividade e inserção global

publicado 15/04/2016 15h31, última modificação 15/04/2016 15h31
São Paulo - Lançamento contou com o ex-ministro Pedro Parente, Marco Troyjo (Columbia University), Fernanda De Negri (IPEA) e os presidentes da JSL, Stefanini, Citi e Cummins
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Como o setor privado pode contribuir e construir soluções para o aumento da competitividade brasileira? A Amcham lançou na tarde de sexta  (15/4), em São Paulo, o programa + Competitividade Brasil, que vai responder a essa pergunta. Para isso vai organizar forças-tarefa e estudos técnicos visando estimular ganhos de produtividade e  maior inserção das empresas brasileiras na economia global. Mais de 51 eventos já estão previstos em 14 cidades brasileiras este ano.

"Toda a atividade da Amcham neste ano e no próximo terá o programa Mais Competitividade como guia e objetivo para, ao fim do trabalho, chegarmos a um conjunto de propostas e projetos que será entregue aos candidatos ao próximo governo", detalhou Hélio Magalhães, CEO do Citi Brasil e presidente do Conselho da Amcham. Em 2015, a Amcham promoveu 2000 mil atividades envolvendo mais de 90 mil executivos. 

O programa da Amcham é aberto à participação das cinco mil empresas associadas. Segundo Hélio Magalhães, o aumento da competitividade global é uma das questões cruciais que o Brasil não pode deixar de enfrentar. "Para alcançar sucesso no mundo cada vez mais globalizado, o Brasil ainda precisa aprender uma lição importante. Representamos 3% do PIB global, mas só 1,2% do comércio entre as nações. Ou seja, alguém está vendendo no nosso lugar. Hoje, 65% dos negócios globais são feitos sob acordos internacionais", comentou Magalhães. 

Dentro da iniciativa, grupos de trabalho vão elaborar propostas práticas empresariais. "Vamos atuar através de três grupos de trabalho: eficiência tributária, inserção do Brasil na cadeia global e modernização da legislação trabalhista", detalhou Deborah Vieitas, CEO da AMCHAM BRASIL, na abertura do encontro.  

O lançamento contou com apresentações de um time de autoridades no tema competitividade: o ex-ministro Pedro Parente; o sócio da AT&Kearney, Mark Essle; os presidentes do Citi Brasil, Hélio Magalhães, Stefanini IT Solutions, Marco Stefanini e da Cummins, Luis Pasquotto; o CEO da JSL, Fernando Simões, e o co-diretor do BRICLab da Columbia University, Marcos Troyjo.

O Lançamento

O presidente do Citi Brasil e do Conselho da Amcham, Hélio Magalhães, fez a abertura do encontro convocando a iniciativa privada para concentrar esforços na Competitividade. A agenda do +Competitividade Brasil prevê um conjunto de ações visando à modernização da legislação trabalhista, simplificação tributária e processos de comércio exterior, acordos comerciais estratégicos, além de promoções da marca Brasil e cooperação.

 Em seguida, o ex-ministro Pedro Parente abriu o painel de discussões com “Ações de Competitividade do Setor privado sem a dependência governamental”. Mark Essle, sócio da AT&Kearney, mostrou um estudo em que compara o Brasil com outros países. Em seguida, a diretora de Políticas de Inovação, Regulação e Infra do IPEA, Fernanda De Negri apresentou estudo sobre os determinantes para a produtividade do país.

No painel empresarial, foi analisada “As Alavancas para a Produtividade na Crise”, com Fernando Simões, CEO da JSL, e os presidentes da Stefanini IT Solutions, Marco Stefanini, e da Cummins do Brasil, Luis Pasquotto. O painel foi mediado por Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil.  Ainda no encontro, pesquisa em tempo real apontou que a burocracia é o grande entrave para a competitividade no Brasil, na visão dos cerca de 100 empresários presentes. A pesquisa mostrou também que os projetos de inovação sofreram cortes em função da crise econômica.

O encerramento do lançamento do +Competitividade Brasil trouxe a visão de Marcos Troyjo, co-diretor do BRICLAB do Columbia University, sobre o cenário mundial, com a mudança de eixo do comércio mundial para o Pacífico, que traz novos desafios para o Brasil.