BNDES: as respostas do mercado financeiro à micro, pequenas e médias empresas frente à crise

publicado 17/07/2020 16h12, última modificação 29/07/2020 18h07
Brasil - De suspensão de pagamentos indiretos a linhas de empréstimo para capital de giro, o BNDES criou uma série de medidas para auxiliar as empresas
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No início de julho, o banco disponibilizou mais R$ 5 bilhões para novos empréstimos da Linha BNDES Crédito Pequenas Empresas

A pandemia causada pelo novo coronavírus mudou o funcionamento de 5,3 milhões de pequenas empresas no Brasil, e outras 10,1 milhões interromperam suas atividades temporariamente, de acordo com a segunda edição da pesquisa ‘O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios’, realizada pelo Sebrae. 

De suspensão de pagamentos diretos e indiretos a linhas de empréstimo para capital de giro, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou uma série de medidas para auxiliar micro, pequenas e médias empresas a navegarem por esse período de turbulência. Durante nosso webinar, realizado no dia 14/07, Bruno Laskowsky, Diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito indireto do BNDES, explicou algumas dessas medidas.

 

OFERTA DE CAPITAL DE GIRO

No início de julho, devido ao sucesso da iniciativa, o BNDES disponibilizou mais R$ 5 bilhões para novos empréstimos da Linha BNDES Crédito Pequenas Empresas. O valor já estava previsto no plano inicial de enfrentamento ao novo coronavírus, apresentado pelo banco em março.

O objetivo da linha nessa segunda etapa é o mesmo: oferecer recursos para o uso livre das empresas, de maneira simples e ágil, por meio dos agentes financeiros parceiros; amortecer os impactos financeiros da pandemia sobre os empreendedores; e contribuir para a manutenção de empregos no Brasil.

Como medida emergencial, de acordo com Bruno, o banco de fomento ampliou o alcance da linha, permitindo que empresas com faturamento de até R$ 300 milhões anuais solicitem o financiamento. O valor liberado, com carência de até 24 meses e prazo para pagamento de até 60 meses, é de até R$ 70 milhões por ano. 

 

SUSPENSÃO DE PAGAMENTOS INDIRETOS

O BNDES está oferecendo também a possibilidade de suspensão de pagamento de juros remuneratórios e principal por seis meses aos clientes de financiamentos indiretos. Ou seja, aqueles financiamentos obtidos junto a bancos, cooperativas e outros agentes financeiros credenciados.

Essa solução permite a suspensão dos pagamentos das prestações com vencimento entre abril e setembro de 2020, que serão incorporados ao saldo devedor e redistribuídos nas parcelas restantes da dívida. Para solicitar a suspensão, o empreendedor deve se dirigir à instituição financeira onde o financiamento foi contratado. 

 

PEAC DA MAQUININHA

O Programa Emergencial de Crédito para Pequenas e Médias Empresas (PEAC) facilita obtenção de financiamentos para pequenas e médias empresas, por meio da oferta de uma garantia de 80% à instituição financeira concedente do crédito no âmbito do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos).

Por reduzir o risco das operações e compartilhá-lo com quem faz a operação de crédito, explica Bruno Laskowsky, o programa aumenta a chances de uma companhia pequena conseguir empréstimos. “A ideia é dar conforto ao banco para empresar um volume maior, na medida que o elemento de perda está segurado. Estamos muito animados e motivados com essa possibilidade de irrigar a economia”, diz.

No dia 16/07, o banco de fomento credenciou 22 bancos para trabalharem como o PEAC – entre eles instituições de desenvolvimento estaduais, como Desenvolve SP, BDMG e Desenbahia, e os maiores bancos privados do país, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil e BTG Pactual.

Além disso, o programa prevê uma nova garantia para empréstimos, chamada de PEAC-Maquininhas. A modalidade permite que microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, que vendam por meio de máquinas de pagamento, obtenham crédito dando como garantia os valores ainda a receber de vendas futuras — o chamado crédito fumaça. “É um modelo de risco focado em dar mais possibilidades de acesso ao crédito e garantir fôlego as empresas”, explica Laskowsky.

 

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