Comércio entre Brasil e Estados Unidos está longe do seu potencial, diz Embaixador dos EUA no Brasil

publicado 15/09/2017 16h48, última modificação 21/09/2017 18h15
São Paulo – Segundo Peter Michael McKinley, Brasil superou dificuldades e está pronto para focar em comércio

Para o Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Peter Michael McKinley, a recuperação econômica do Brasil vai aumentar as oportunidades de trocas entre os dois países. “O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos é significativo, mas não chega nem perto do pleno potencial existente entre as duas maiores economias das Américas”, disse, no ‘Seminário Relação Bilateral Brasil – EUA’ da Amcham – São Paulo na sexta-feira (15/9).

De acordo com McKinley, o Brasil está em um ponto de inflexão depois de passar por um período de dificuldades políticas e econômicas. “Se os eventos recentes tivessem acontecido no passado ou em qualquer outro país, poderiam ter desencadeado uma espiral negativa. Mas as instituições brasileiras mostraram força para garantir estabilidade. Além disso, é um sinal encorajador que o setor privado esteja em ritmo acelerado.”

Os Estados Unidos são o maior investidor externo do Brasil, comentou McKinley. No ano passado, companhias americanas aportaram 120 bilhões de dólares em atividades produtivas do país. Em contrapartida, o Brasil investiu 20 bilhões de dólares em território americano. Mesmo durante períodos turbulentos, o embaixador destacou “a confiança e o compromisso” das empresas de seu país no Brasil.

McKinley também defendeu a importância de aprofundar as relações comerciais com o Brasil em setores estratégicos, onde os dois países possuem tratados de cooperação.

“Vamos continuar em frente e aprofundar ainda mais os laços entre os nossos setores vitais. Estamos falando de compromissos nos setores de aviação, agricultura, indústria automotiva, defesa, segurança, educação, saúde, tecnologia digital, TI e infraestrutura”, detalha.

O embaixador também ressaltou os esforços bilaterais em convergência regulatória e facilitação do comércio assinado pelos dois países. “Essas ações não são retórica. Elas fazem parte da visão estratégica que temos de nossa relação bilateral.”