Conceito de empresa competitiva dá lugar ao de país competitivo

por giovanna publicado 08/02/2012 16h29, última modificação 08/02/2012 16h29
Curitiba – Eficiência corporativa não é mais suficiente para garantir bons resultados. Impactos do ambiente econômico são determinantes, explica economista
conceito_corpo.jpg

A eficiência de uma empresa não mais é suficiente para garantir bons resultados e um futuro promissor. Os impactos  do ambiente econômico – passando pelo famoso Custo Brasil, pela precariedade da infraesrutura, pela complexidade tributária, pelo déficit educacional, por juros elevados e câmbio em muitos momentos desfavorável – se tornaram absolutamente determinantes para a competitividade de qualquer negócio.

“Não existe mais o conceito de empresa competitiva e empresa não competitiva. O conceito agora é de país competitivo e país não competitivo”, indicou José Pio Martins, economista e reitor da Universidade Positivo, em participação no comitê de Finanças da Amcham-Curitiba nesta quarta-feira (08/02).

Na avaliação do economista, um dos maiores desafios do Brasil é ampliar a produtividade do trabalho, de modo a possibilitar crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) acima do populacional para que o PIB per capita aumente substancialmente. A fim de impulsionar a competitividade econômica do País, Martins recomenda a elevação dos investimentos em tecnologia e infraestrutura produtiva para a casa dos 25% do PIB  em substituição aos menos de 20% atuais.

Outro ponto-chave é avançar na estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões para assegurar recursos destinados a solucionar gargalos principalmente dos setores de transporte e logística. O governo federal acaba de dar passos nesse sentido com o leilão de parte dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

Perspectiva para 2012

Para este ano, Martins espera um movimento de contenção dos investimentos estrangeiros no setor produtivo no Brasil. Ele considera que será um período de parada estratégica para observação.  “O empreendedor internacional dependerá da situação de seu país. O investimento americano não diminuirá tanto, mas o estrangeiro no geral tente a ser menor pela crise do Japão e da Europa”, estimou.

Do ponto de vista de comércio exterior, o economista defende que o ano seja de diversificação de parceiros. Segundo ele, o Brasil continuará tendo os Estados Unidos como um dos principais mercados, mas também possui grandes oportunidades junto aos demais países emergentes e às nações do Oriente Médio.