Brasil é um dos países mais conectados do mundo, destaca Susan Segal

publicado 27/05/2015 16h29, última modificação 27/05/2015 16h29
São Paulo – Presidente da Americas Society/Council of the Americas ressaltou em sua palestra a importância do mercado brasileiro, mesmo em momentos de crise
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O mundo está mudando com a web 2.0, numa era de comunicação instantânea que dá voz a todos os segmentos sociais, provocando debate sobre as instituições tradicionais e abrindo nova frente para a economia. O Brasil é o quinto do mundo em usuários da internet e fica em terceiro, quando se considera o tempo conectado. Os impactos sociais e econômicos do alcance da internet fazem do país um ponto de interesse e polo de discussão, de acordo com Susan Segal, presidente da Americas Society/Council of the Americas.

Ela destacou esse cenário na conferência anual da entidade na Amcham – São Paulo, quarta-feira (27/05). O evento reuniu economistas e presidentes de grandes corporações para discutir o panorama econômico e de negócios do país.

“Há um aspecto social mais amplo. A internet democratizou a informação. Toda a população agora tem acesso à informação ilimitada sobre praticamente qualquer assunto. E se você combinar isso com a ascensão de 30 milhões de pessoas à classe média e a saída de 40 milhões de pessoas da pobreza, ocorridas nos últimos 12 anos, você pode ver que a tecnologia já teve um grande impacto”, comenta. "Em 2018, lembrou ela,  metade da população brasileira estará conectada por celular à internet".

Macromudanças

Esse novo contexto também traz um período de ajustes não só econômicos, mas nos planos ético e político, ressalta Gabriel Rico, CEO da Amcham. “A sociedade brasileira está sabendo lidar com uma dinâmica e complexa agenda, com grande participação e intensos debates pela imprensa, mídias sociais e mesmo nas ruas”, cita o executivo.

Um dos pontos cruciais dessa agenda é a recessão, provocada pele ajuste fiscal anunciado no início do atual governo. A expectativa é de que a economia tenha decréscimo de 1,5% em 2015, e que volte a avançar em 2016. No entanto, o crescimento não deve ser maior de 2% ao ano, se o país continuar sem promover reformas estruturais (leia mais clicando aqui).

A análise é de Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco; Gustavo Loyola, economista da Tendências Consultoria; e Rafael Guedes, dieor executivo da agência de classificação de risco Fitch, que participaram da conferência.

Para Gabriel Rico, o ajuste fiscal vai reposicionar a economia no caminho dos fundamentos mais saudáveis. Ele avalia que problemas relacionados à ética e à transparência nos negócios estão sendo enfrentados com o respaldo de instituições que se fortaleceram e criaram raízes na jovem democracia brasileira, o que vai fortalecer o país.

“O Brasil possui um mercado interno robusto, ocupa lugar relevante nos negócios de todas as grandes corporações globais e continua sendo um destino importante para investimento, com imensas oportunidades em infraestrutura e tantas outras frentes de negócios. É um país para se olhar ao longo prazo, acima de turbulências conjunturais”, conclui.

Destaque na imprensa 

A Conferência da Amcham e AS/COA foi destaque no Estadão e na Reuters. Acesse os links da matéria com o conteúdo completo:

Sem ajuste, dinâmica da dívida é explosiva, diz Goldfajn 

Para Fitch, Brasil cresce menos que países em situação semelhante 

Brasil vive momento interessante para negócios 

Brasil está pior do que países com mesmo rating, diz Fitch