Desembolsos do BNDES para o Nordeste caíram 13% em 2015

publicado 20/01/2016 15h29, última modificação 20/01/2016 15h29
Recife - Valores desembolsados pela instituição para a região nordestina passaram de R$ 24,4 bilhões em 2014 para 15,3 bilhões no último ano
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O Nordeste, em comparação com o resto do país, sentiu com menos intensidade a diminuição da procura por financiamentos do BNDES. Ainda assim, os valores desembolsados pela instituição para a região nordestina caíram em 13,22%, passando de R$ 24,4 bilhões em 2014 para 15,3 bilhões em 2015.

A informação foi dada pelo chefe do departamento Nordeste do BNDES, Paulo Guimarães, durante o Comitê Estratégico de Finanças da Amcham Recife, que reúne executivos de finanças de empresas pernambucanas. O encontro aconteceu na manhã do último dia 20/1, no Amcham Business Center.

De acordo com Guimarães, a redução se deve muito mais à fase de instabilidade política e econômica pela qual o país passa, que gera insegurança do empresariado para investir. Para ele, esse fator tem bem mais relevância que o encarecimento do crédito e restrições de acesso a ele.

O executivo do BNDES informou ainda que a menor concessão de financiamentos se reflete em todo o país, embora o Nordeste tenha sido menos afetado por esse cenário: enquanto o número de aprovações de novos financiamentos junto à instituição registrou queda na ordem de 45% no âmbito nacional, a queda foi de 17% na região Nordeste.

Em relação ao número de consultas para novos empréstimos junto ao BNDES, o Nordeste também apresentou uma queda menos acentuada: 32%, enquanto que a média nacional foi de 48%.

Paulo Guimarães ressaltou ainda que o Nordeste tem registrado aumento cada vez maior no recebimento de desembolsos no BNDES. Em 2014, a região respondia por 13% de todo o valor desembolsado pelo banco – em 2007 esse percentual era de 8%.

OTIMISMO

O executivo do BNDES se mostrou confiante quanto à retomada rápida do crescimento brasileiro tão logo a economia do país se estabilize. “Ainda há vários investimentos para serem feitos na área de infraestrutura, habitação, entre outros, o que garantirá a continuação dos investimentos por um bom tempo. O Brasil tem mostrado recuperação rápida às crises historicamente, diferente do que têm acontecido nos países europeus, que demoram mais para voltar a crescer porque já contam com boa infraestrutura.”