Desemprego ameaça o maior impulsor da economia norte-americana: o consumo

publicado 03/06/2020 17h22, última modificação 03/06/2020 17h22
Brasil – Embora governo dos EUA tenha destinado 10% do PIB para medidas de contenção à pandemia, país conta com mais de 14% da população desempregada
Com a crise e as eleições se aproximando, o governo do país vem tomando medidas para conter a pandemia e já investiu 10% do PIBem iniciativas.jpg

Com a crise e as eleições se aproximando, o governo do país vem tomando medidas para conter a pandemia e já investiu 10% do PIB em iniciativas

Com mais de 14% da população dos EUA desempregada durante a crise do coronavírus, o maior impulsor da economia do país – o consumo – está sendo afetado. “O hábito de compras do americano era um fator importante para a economia do país que agora não está acontecendo”, afirma Fernando Spohr, Gerente de Operações da Apex-Brasil América do Norte.

A contração econômica norte-americana, segundo Cristiano Laux, Inteligência de Mercado da Apex-Brasil América do Norte, foi acima do esperado: 5%, sendo a maior desde 2009. Além disso, o consumo interno decresceu 7,6% e investimentos por parte das empresas diminuiu 5,6%. “Os EUA já chegaram ao número de 40 milhões de pedidos do seguro-desemprego”, afirma o executivo.

Com a crise e as eleições se aproximando, o governo do país vem tomando medidas para conter a pandemia e já investiu 10% do GDP (PIB dos EUA) em iniciativas nesse sentido. “O segundo trimestre será ainda mais duro, porque veremos o maior impacto do primeiro semestre”, afirma Cristiano, acrescentando que, com tudo isso, as companhias estão mais cautelosas.  

Como exemplo, Erik Volavicius, Sales & Marketing Director da Bauducco, afirma que a empresa ainda não sentiu com força a recessão nos EUA, mas há preocupação com o médio prazo. “Os panettones no fim do ano representam uma boa parte do nosso faturamento e não saberemos como as pessoas estarão em termos de renda nesse momento”, explica o executivo, que participou do nosso webinar ‘Impactos e aprendizados da Covid-19 nos EUA’, no dia 29/05, juntamente com Fernando e Cristiano.

 

ABERTURA

Assim como no Brasil, nas últimas semanas, os EUA vêm tentando voltar à normalidade, com vários Estados reabrindo o comércio e o trabalho. Ainda assim, Fernando comenta que não há público para o comércio porque as pessoas continuam com medo de frequentar esses locais. “O maior medo agora é se haverá uma segunda onda de epidemia”, afirma Cristiano. Fernando alerta: “Estamos dando um passo para frente, mas com o risco de dar dois passos para trás”.

Desta forma, a alternativa para as companhias é aderir aos canais digitais. “O consumidor vai mudar e as empresas que estão adotando tecnologia ou já trabalham assim sairão na frente”, avalia Cristiano. Ele cita como exemplo a Amazon dos EUA, que já tinha toda a infraestrutura pronta e continuou a operar crescendo, mantendo os funcionários atuais e anunciando a contratação de mais 75 mil pessoas.

 

O QUE SÃO OS WEBINÁRIOS?

São transmissões ao vivo de bate-papos e entrevistas, exclusivos online, sobre diversos assuntos do mundo empresarial. Diante da atual situação com a COVID-19 no Brasil, transformamos os encontros presenciais, inicialmente programados até o dia 31 de março, em atividades digitais e webinários.

PARA QUEM SÃO E COMO FUNCIONAM?

Os webinários especiais sobre a Covid-19 são públicos, totalmente gratuitos e podem ser acessados pelo link amcham.com.br/aovivo.

registrado em: , ,