Em crescimento, Pernambuco se destaca na atração de fundos de capital de risco

por giovanna publicado 01/04/2011 17h35, última modificação 01/04/2011 17h35
Recife – Biotecnologia e TI são focos, revela gerente do Criatec. Por outro lado, gargalos de mão de obra desmotivam.

O bom momento da economia pernambucana coloca o estado em destaque na disputa por investidores na área de inovação, foco de atuação dos fundos de capital de risco. Quem diz é Haim Mesel, gerente regional do fundo Criatec, que investe em empresas de estágio inicial e com perfil inovador, de olho no longo prazo.


“Os fundos de capital de risco prezam muito pelo tipo de crescimento acumulado que estamos verificando em Pernambuco. Os setores de Tecnologia da Informação (TI) e Biotecnologia são foco de nosso investimento”, comentou Mesel, que participou do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham-Recife em 25/03.


O executivo conta que hoje o Criatec soma seis investimentos aprovados no estado, dois deles na área de biotecnologia. Também constam na lista aplicações em tecnologia para equipamentos médico-hospitalares, produtos probióticos para áreas de saúde e trainning (performance física).


Mesel destacou que é importante saber aproveitar as oportunidades. “Por exemplo, estamos investindo na Daccord, empresa que desenvolve softwares para educação musical. Como essa matéria que voltou a ser obrigatória na grade curricular das escolas, serão exigidas inovações na área”, comentou o executivo.


O gerente acredita que uma maior atuação dos fundos de capital de risco em Pernambuco esbarra na falta de mão de obra qualificada, o que pode desmotivar investimentos. Para ele, esse gargalo impede principalmente o avanço de empresas que trabalham com inovação tecnológica, exatamente os focos de investimento dos fundos de capital de risco.