Entenda como tem funcionado a relação bilateral Brasil-EUA contra os impactos do coronavírus

publicado 09/06/2020 11h52, última modificação 09/06/2020 11h52
Brasil – Segundo embaixadores, ambos os países vêm discutindo cooperação para pesquisas de vacinas, testes e tratamentos para a pandemia
“No momento, estamos focados em ser o melhor parceiro possível com o Brasil, pois compartilhamos essa experiência muito difícil de como lidar com a pandemia”, anuncia Todd Chapman.jpg

“No momento, estamos focados em ser o melhor parceiro possível com o Brasil, pois compartilhamos essa experiência muito difícil de como lidar com a pandemia”, anuncia Todd Chapman

”Há um grande trabalho sendo realizado pela embaixada dos EUA em Brasília em termos de um diálogo contínuo para pesquisas de vacinas, testes e novos tratamentos para lidar com o coronavírus”, afirma Nestor Forster, embaixador do Brasil nos EUA. A Embaixada do país norte americano tem trabalhado diretamente com o Ministério da Saúde e com a Fundação Oswaldo Cruz para troca de informações científicas, segundo Todd Chapman, embaixador dos EUA no Brasil. Ambos os diplomatas junto com a nossa CEO, Deborah Vieitas, participaram do webinar ‘The next phase of the US-Brazil economic relationship: Bilateral perspectives’, promovido pelo Atrantic Council em parceria conosco e com a Apex Brasil, no dia 04/06. 

Nestor pontua ainda que o governo norte americano realizou doações de ventiladores e medicamentos para o Brasil durante a pandemia. Além disso, em comunicado no site da embaixada, as agências do governo dos EUA estão trabalhando com parceiros do setor privado e de ONGs para desenvolver e contribuir para um fundo comum dedicado a mitigar o impacto da pandemia nas populações mais vulneráveis. “Essa é mais uma área que nossa amizade e nossa aliança renovada se mostra”, afirma o embaixador brasileiro.

A parceria entre os dois países em questão de saúde já existe desde 2011 e o governo dos EUA está explorando mecanismos inovadores de financiamento para impulsionar recursos do setor privado para aumentar a produção de suprimentos críticos de saúde no Brasil. “No momento, estamos focados em ser o melhor parceiro possível com o Brasil, pois compartilhamos essa experiência muito difícil de como lidar com a pandemia e com a perda de vidas”, anuncia Todd.

 

ECONOMIA

Na live, foram discutidas questões econômicas na relação bilateral e Nestor pontuou que há um documento significativo de comércio econômico para o fim desse ano. “É essencial que continuemos andando agora na velocidade que viemos andando ultimamente”, manifesta.

Para Todd, o governo brasileiro tem se esforçado para fazer a economia crescer e isso é um ponto positivo. “Estamos trabalhando nisso com eles e estamos tendo conversas extensas com representantes do governo sobre taxas, etc.”, explica. Ainda assim, Nestor afirma que existem algumas questões que devem ser observadas e algumas regras que devem ser seguidas e ajustadas no país sul-americano para a aprovação de um Tratado de Livre Comércio, como, por exemplo, o custo Brasil e as reformas domésticas.

Por fim, os dois embaixadores falaram sobre dobrar a meta de investimentos e de comércio. “Isso sim é ambicioso”, emenda Nestor. Segundo Todd, é exatamente isso que os times econômicos das duas nações têm se juntado para discutir: “O comércio bilateral vale 105 bilhões de dólares por ano e eu diria que podemos dobrar essa meta em cinco anos”. Ele acrescenta ainda que o governo dos EUA deseja muito se aproximar da economia brasileira – que vem se abrindo nos últimos tempos.

 

APOIO TOTAL

Durante a transmissão, Deborah Vieitas, nossa CEO, reiterou o nosso apoio à relação bilateral entre os dois países. “É importante dizer que, independentemente dos resultados das eleições, é de extrema importância criar condições para a continuidade dessas iniciativas e isso inclui, obviamente, a melhoria das relações do Brasil com o Congresso Americano, que será a chave para qualquer acordo futuro”, manifesta. Muitas das ações citadas pelos embaixadores estão presentes em nosso documento ’10 propostas para uma parceria bilateral mais ambiciosa’. Clique aqui e acesse o material.

Além disso, Deborah enfatiza que, no curto prazo, existem iniciativas relevantes em mãos para a relação bilateral, como a participação do Brasil no Global Entry; o início de negociações com um tratado para evitar a dupla tributação; a adoção de documentos eletrônicos no comércio bilateral, e a implementação das recomendações do CEO Fórum. “Passando 2020, devemos procurar concluir o Tratado de Dupla Tributação, bem como um acordo comercial abrangente, incluindo questões como serviços de balsa e compras públicas”, sugere.

 Na visão dela, essas ações são viáveis, embora exijam apoio político e considerável trabalho duro de ambos os lados. “As iniciativas citadas são ainda mais valiosas no contexto atual da pandemia, a qual faz com que o mundo enfrente duras consequências sociais e econômicas, com uma recepção brutal no comércio e investimentos globais”, finaliza a nossa CEO.