Geração distribuída pode chegar a 30% de toda a energia produzida no Brasil em 30 anos, estima CEO da Koblitz Energia

por marcel_gugoni — publicado 29/10/2012 15h42, última modificação 29/10/2012 15h42
Recife – Necessidade de rápida ampliação da capacidade instalada é um dos pontos favoráveis à expansão do uso do sistema.

A participação do modelo de geração distribuída – ou seja, geração elétrica realizada junto ou próxima dos consumidores, poupando investimentos em transmissão, reduzindo perdas nesses sistemas e melhorando a estabilidade do serviço – pode chegar a 30% de toda a energia produzida no País em um horizonte de 30 anos, conforme Luiz Otávio Koblitz, CEO da Koblitz Energia. 

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“Em 100 anos, foram instalados 109,6 GW de energia no Brasil; porém, em uma década, teremos que implantar mais 61GW, ou seja, 56% de tudo o que se instalou num século”, comparou Koblitz durante participação no comitê de Energia da Amcham-Recife na última quarta-feira (24/10). 

Conta como fator positivo para a geração distribuída o menor tempo necessário para sua implantação em relação a outros sistemas. “Ter energia com curto prazo de implantação é uma necessidade de planejamento”, comenta o CEO. 

Segundo ele, atualmente no Brasil os principais tipos de geração distribuída economicamente viáveis são as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas térmicas a biomassa, parques eólicos, parques solares e cogeração qualificada. 

Vantagens da geração distribuída 

A geração distribuída, além de relativamente curto tempo de implantação, oferece vantagens como menor custo para transmissão e distribuição, já que está localizada próxima ao consumidor. 

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Outro ponto favorável é a redução de impactos ambientais, já que a geração distribuída brasileira está baseada em fontes renováveis. 

Segundo Koblitz, fontes como a biomassa e as PCHs têm alto grau de participação de equipamentos e serviços nacionais em sua cadeia, o que também se configura como ponto positivo. 

Por fim, ele cita que a maioria da energia produzida nesse sistema é gerada no período de seca, quando as hidrelétricas de maior porte têm reduzida sua capacidade de geração.