Incentivo fiscal é a principal queixa contra o Brasil na OMC, diz coordenadora do Itamaraty

publicado 30/10/2015 15h24, última modificação 30/10/2015 15h24
São Paulo - Daniela Arruda Benjamin participou do Comitê de Comércio Exterior na Sede da Amcham e contou quais países questionaram o Brasil
daniela-arruda-benjamin-5321.html

A Organização Mundial do Comércio é o órgão regulamentador das condições de competitividade entre os mais de 160 países participantes. O Brasil está entre estas nações e possui o diretor-geral da organização, Roberto Azevêdo. Porém, uma estratégia de proteção do país vem sendo bastante criticada na OMC: o incentivo fiscal às indústrias nacionais.

A Coordenadora-Geral de Contenciosos do Ministério de Relações Exteriores, Daniela Arruda Benjamin, participou, na sexta-feira (30/10), do Comitê Aberto de Comércio Exterior na sede da Amcham Brasil, em São Paulo, e explicou os motivos das reclamações dos outros membros da OMC contra o país.

“No caso do Brasil, nos últimos anos tem havido muitas críticas em relação aos incentivos fiscais que o país tem dado a sua indústria. Vários países entendem que esses incentivos afetam a competitividade, ou seja, prejudica os produtos importados. Japão e União Europeia estão questionando no sistema de solução de controvérsias vários desses incentivos”, falou.

Benjamin também comentou sobre o processo inverso: quando o Brasil tem queixas contra outros países. Ela garante que o país sempre vai buscar seus interesses e fará isso sem o risco perder negociações. Confira em vídeo a entrevista completa.

“O Brasil quer negociar com todos os países e nós estamos abertos a isso. O que não quer dizer que estejam dadas todas as condições para que essas negociações ocorram rapidamente. Porém, sempre que nós identificamos, na política de outros países, uma barreia às nossas importações, nunca hesitamos em ir efetivamente promover os interesses do Brasil nesse âmbito. E sem prejuízos de negociações”, concluiu.