Instabilidade no fornecimento de energia em Pernambuco preocupa empresas

por daniela publicado 29/06/2011 16h54, última modificação 29/06/2011 16h54
Anne Durey
Recife - Oscilações de tensão e interrupções têm causado prejuízos às companhias, informa Osvaldo Matubara, engenheiro consultor de Projetos da Alcoa.
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Oscilações de tensão e interrupções no fornecimento de energia elétrica em Pernambuco são fatores que têm trazido prejuízos às companhias. De acordo com indústrias estabelecidas no Estado, esse problema de baixa qualidade na oferta tem afetado negativamente a competitividade da região. Esse quadro foi revelado por Osvaldo Matubara, engenheiro consultor de Projetos da Alcoa, produtora de alumínio, e por Nicolaus Specht, diretor industrial da Produquímica, indústria de cloro-álcalis (que produz soda cáustica e cloro liquefeito), no comitê de Energia da Amcham-Recife nesta terça-feira (29/06).

“Em 2009, na planta de Itapissuma, por exemplo, perdemos cerca de US$ 1,8 milhão em receita devido a problemas causados pela baixa qualidade da energia. São equipamentos que queimam por serem bastante sensíveis às oscilações de tensão e máquinas que param por falhas no fornecimento de energia”, exemplificou  Matubara.

“Nesse cenário, paralisações (nas atividades industriais) por deficiências energéticas significam perdas em grande escala”, completou Specht, da Produquímica.

Soluções

A primeira saída encontrada pelas companhias para os prejuízos tem sido a busca por eficiência energética. No caso da Produquímica, foi feita a troca de equipamentos da linha de produção por outros menos suscetíveis às variações de energia. “Realizamos o processo de modernização de nossos equipamentos. Além de ficarmos menos vulneráveis, também diminuímos nosso consumo de energia”, analisou Specht.

Já na Alcoa, parte das interrupções no fornecimento de energia tem sido resolvida com a entrada da companhia no mercado de geração de energia. “Desde 2002, a Alcoa participa de empreendimentos hidroelétricos. É uma maneira de termos acesso mais direto à energia”, comentou Matubara.

Além disso, ele explica que, em Itapissuma, a Alcoa tem testado pequenas estruturas de captação de energia solar e eólica a fim de suprir suas necessidades.