IoT e conectividade são principais insumos para crescimento do agronegócio no país

publicado 27/03/2018 17h16, última modificação 29/03/2018 11h52
Campinas – Executivos participaram da Missão Regional de Agtech promovida pela Amcham nos dias 22, 23 e 24/03
Participantes aprenderam sobre inovações disruptivas no setor agro

Participantes aprenderam sobre inovações disruptivas no setor agro

O agronegócio é reconhecido como o setor que movimenta a economia nacional e mantém o superávit da balança comercial do país positivo. É também o que mais inova e gera modelos disruptivos de negócios no Brasil. Para conhecer essas iniciativas e se aprofundar no universo agro, a Amcham Campinas promoveu, nos dias 22, 23 e 24 de março, a Missão Regional de AgTech.

Mais de 30 executivos de diversas regiões do país e representantes de empresas de segmentos variados acompanharam as atividades, que contaram com visitas e palestras de empresas como John Deere, Esalq, Pulse – hub de inovação da Raízen, a aceleradora de startups Weme, Bosch, PwC, Embrapa, Neovia, Nutreco e Climate.

Os executivos tiveram a oportunidade de discutir temas importantes para o desenvolvimento do setor principalmente aqueles relacionados à inovação. No setor, segundo Alex Foessel, diretor de Inovação Tecnológica da John Deere, está pouco voltada a tecnologia em si, mas sim para novos modelos de negócios. “O cliente do agro nem sempre quer mais tecnologia, ele quer que tenhamos inovações que agreguem valor ao trabalho. Por isso, no agro, pensamos primeiro na automação do que na autonomia. Não adianta termos um aparelho autônomo, mas que não realiza as atividades mais básicas de forma correta” completou.

Ainda segundo Foessel, é preciso que o agricultor brasileiro tenha perspectiva para enxergar o país como o grande player da produção de alimentos nos próximos anos e por isso invista corretamente nas inovações - principalmente na conectividade.

Para Bruno Bragazza, gerente de Inovação e Novos Negócios da Bosch, a conectividade é o gargalo que ainda limita o crescimento e iniciativas inovadoras dentro do setor. “O agro ainda não atingiu seu desenvolvimento máximo no Brasil, pois a falta de conectividade faz com que quase tudo que temos desenvolvido na Alemanha, por exemplo, não se aplique por aqui. Além disso, vivemos em um país onde a adoção de novas tecnologias demora em média quatro anos para acontecer de forma completa”, afirmou Bragazza.

As afirmações tangenciam dados apresentados no último dia de missão por Daniela Coco, gerente de agronegócio da PwC, que afirmou que, nos próximos 30 anos, a população global deverá ser de 9.3 bilhões de pessoas, resultando a necessidade de aumento de 60% da produção mundial de alimentos, dos quais 40% sairão do Brasil.

Silvia Massruhá, chefe geral de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, completou os dados alegando que a tecnologia da informação é o melhor caminho para o agricultor que deseja ser uma importante peça neste cenário futuro. “A tecnologia da informação tem uma importância transversal na cadeia produtiva do agro. O Big Data e IoT são o novo petróleo mundial e o principal insumo que desenvolverá a economia mundial e o agronegócio”, finalizou.