No Brasil, mercado de fusões e aquisições apresenta tendência de crescimento

por giovanna publicado 02/12/2011 17h16, última modificação 02/12/2011 17h16
Curitiba – Especialista indica principais pontos a serem observados pelas empresas que passam por esses processos.

O mercado brasileiro de fusões e aquisições está aquecido. O crescimento econômico do País, em contraposição ao cenário de crise internacional, explica o movimento.

“O cenário de fusões e aquisições no Brasil encontra-se muito promissor em função do momento econômico que o País vive, como um importante player global, da crise dos mercados desenvolvidos (Estados Unidos e Europa) e também de uma maior sofisticação e amadurecimento do mercado brasileiro”, justificou Fábio Appendino, sócio do Escritório Rolim, Viotti & Leite Campo Advogados e professor de Direito Societário no IBMEC. Ele participou do comitê de Finanças da Amcham-Curitiba na quinta-feira (01/12). 

Operações

De acordo com o advogado, a operação mais recorrente no Brasil é de incorporação, espécie de fusão, mas abrangendo apenas um setor de atuação das companhias envolvidas.

Os processos dessas operações começam pela negociação para que se chegue a um acordo em relação aos preços.  Depois, vem a operação, com escolha de uma equipe qualificada, realização de due diligence e redação de um contrato bem estruturado.

Para Appendino, a due diligence é um processo fundamental para o comprador e delicado para o ofertante. Ela compreende a análise dos riscos da operação, com foco nas áreas operacional, financeira, contábil e jurídica. “Não há relatório de due diligence que não aponte algum risco”. Por isso, as empresas ofertantes necessitam se organizar antes da negociação, recomendou.

Post-Closing

Após o fim das negociações e o fechamento da operação, o advogado alertou para a necessidade de cuidado na integração das empresas envolvidas. Para ele, o choque de culturas e a união das pessoas e das empresas devem se trabalhados preferencialmente antes do fim das negociações. 

Outro ponto importante na conclusão do negócio é a análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Appendino explica que, nas situações onde as companhias possuam 20% de mercado relevante ou faturamento bruto anual no último balanço superior a R$ 400 milhões, o Cade pode exigir alterações nas operações.