No +Competitividade Brasil, 12 líderes detalham as estratégias adotadas para manter a produtividade

publicado 20/04/2016 15h19, última modificação 20/04/2016 15h19
São Paulo – KPMG, FGV, Boeing, AES, Votorantim, DuPont, Apex, Fiesp, Valora, Abdib e outras autoridades participaram do “Minuto da Competitividade”. Confira os destaques
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Além da representatividade de envolver cerca de 5 mil empresas em todo o país, o programa Mais Competitividade Brasil da Amcham foi lançado na última sexta-feira (15/4), em São Paulo, reunindo a visão de competitividade e produtividade de 12 das principais lideranças do tema no país.

Na cerimônia, dirigentes e autoridades dos mais variados setores detalharam no painel “Minuto da Competitividade” ações e estratégias adotadas visando o aumento da produtividade e inserção das empresas brasileiras no mercado global. Confira os principais destaques:

Inovação
Investir em tecnologia e renovação pode aumentar as chances de novos negócios. De acordo com Maria Priscila Vansetti, presidente da Dupont Brasil, “A inovação traz vantagens competitivas aos nossos clientes, que hoje estão focados em agricultura, alimentação e nutrição. A DuPont transformou a produtividade em modo de operar. Isso é ótimo, porque resulta em contribuição e valor para toda a nossa cadeia”, comentou ela.

“O que temos feito hoje e sempre é a busca permanente da eficiência através da produtividade. Para isso, estamos investindo muito em centros de excelência tecnológica, treinamento e inovação”, compartilhou João Miranda, Presidente da Votorantim.

O Professor Luiz Brito, Diretor da FGV-EAESP, abordou as questões competitivas que mais afetam as empresas e que devem ser diretamente atacadas: “Muito se fala sobre os fatores externos, como as crises, as deficiências logísticas e cargas de impostos, mas, estudos estatísticos mostram que os fatores internos, como tecnologia, marcas e a gestão, são quatro a cinco vezes mais influentes do que os fatores externos”.

Contexto internacional
Para Gustavo Bueno, gerente do escritório da Apex-Brasil em São Paulo, apoiar as empresas brasileiras que querem se preparar para as exportações é uma meta. “Temos um programa completo de busca, facilitação, planejamento, comercial, jurídico e logístico. Nós entendemos a importância da competitividade e das empresas brasileiras estarem preparadas para o mundo exterior”.

Já Mario Marconini, diretor Titular Adjunto do DEREX/FIESP, destacou a importância da abertura e da integração com outras economias para resolver ajustes internos e também falou sobre as inovações que vem adotando: “A Fiesp tem algo novo, a ideia de que para fazer a inserção internacional não precisa esperar que toda agenda doméstica seja realizada”.

Cassia Carvalho, diretora executiva do Brazil-U.S Business Council, US Chamber of Commerce, falou sobre os impactos positivos de um eventual acordo comercial entre o Brasil e os Estado Unidos. “A mensagem que nós passamos lá em Washington é que o Brasil é um importante parceiro comercial dos EUA, que deve ser priorizado para uma eventual negociação de um acordo comercial”. Para ela os dois países podem se beneficiar com um acordo, tanto em termos de PIB, como exportação e ampliação de emprego.

Globalização e capital
A presidente da Boeing Brazil, Donna Hrinak, aposta no contato e na aproximação com os clientes como uma forma de assegurar as necessidades e atender os planos deles para expansão dos negócios. “Agora, falamos muito mais com os escritórios no exterior para identificar boas práticas e desenvolver sinergias. Procuramos ser uma empresa globalizada”, detalha Hrinak.

“O objetivo é ter os nossos profissionais inseridos no contexto internacional para fazer o nosso melhor, que é levar essas soluções de competitividade aos nossos clientes nos mais diversos setores”, foi o que enfatizou Pedro Melo, presidente da KPMG, sobre a importância de realizar um trabalho eficiente para aumentar a produtividade.

Para Alvaro Novis, sócio-presidente do Conselho de Administração da Valora Invest, o custo de capital no Brasil é algo que prejudica fortemente a competitividade. “No setor de crédito, nós temos desenvolvido alternativas de financiamento para clientes dentro da linha de desintermediação bancária, onde haverá sempre uma maior eficiência fiscal e custo de financiamento menor”.

Agronegócio, marco regulatório e infraestrutura
Em tempos de crise econômica, alguns setores produtivos tem conseguido manter a estabilidade, entre eles o agronegócio. “O saldo comercial do Brasil hoje é positivo por causa do agronegócio. Ainda assim, há muitas coisas a fazer para avançarmos”, comenta Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-EESP. Ainda, segundo ele, o país hoje é o maior exportador de café, açúcar, suco de laranja e carne bovina. Os produtos, como algodão flores e frutas, também estão crescendo.

“Acho que podemos ter um ambiente muito mais positivo, blindando o marco regulatório de intervencionismos esporádicos”, afirma Britaldo Soares, presidente do Conselho de Administração da AES Brasil. Para ele, a fixação do marco regulatório brasileiro é uma peça fundamental para a melhoria do ambiente de negócios.

Venilton Tadini, presidente executivos da Abdib, falou sobre as medidas adotadas pela empresa para melhorar sua posição competitiva no setor de infraestrutura. “O que estamos fazendo em relação à competitividade é procurar completar o elo de geração de valor da infraestrutura. Nessa corrente de valor, teremos a possibilidade de otimizar projetos estruturantes para avançar em eficiência e produtividade” ele comenta.