Pelo perfil de gestora, Dilma poderá promover avanços na relação público-privada

por giovanna publicado 12/11/2010 18h30, última modificação 12/11/2010 18h30
Campinas – Novo ciclo político que se inicia apresentará maior maturidade, acredita Renato Janine Ribeiro.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, por seu histórico de gestora, pode trazer, em seu governo, avanços na relação público-privada, avalia o professor, escritor e filósofo Renato Janine Ribeiro.

“É possível que tenhamos um aumento das parcerias e um apoio maior à iniciativa privada. Dilma tem um caráter mais gerencial”, disse Ribeiro nesta quinta-feira (11/11), em participação no CEO Fórum da Amcham-Campinas.

O professor lembrou que o País entra em um novo ciclo político, que será diferente do anterior e deverá, em sua percepção, apresentar uma maturidade maior em todos os sentidos.

“Viveremos agora um processo de transição. Completou-se um trajeto que começou em 1984, acabou a geração dos que combateram a ditadura”, pontuou.

Perspectivas econômicas

Além de projeções políticas, o CEO Fórum abordou tendências econômicas para 2011.

Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), salientou avanços obtidos nos últimos anos, como elevação do Produto Interno Bruto (PIB) e do PIB per capita (em respectivamente 113% e 96% entre 2002 e 2009) , balança comercial positiva e aumento das reservas internacionais, melhora na distribuição de renda e ampliação do crédito. Por outro lado,
levantou pontos de atenção que precisam ser considerados, tais como baixo investimento, carga tributária excessiva, altas taxas de juros e prazos de financiamento ainda curtos.

O economista alertou que o próximo presidente terá de manter a política econômica atual, porém fazendo alguns ajustes essenciais para evitar problemas futuros.

“É necessário fazer um ajuste fiscal. O grau de expansão da política fiscal deve ser menor. Não dá pra crescer tudo junto porque isso geraria pressão inflacionária”, disse.

Para ele, o ajuste nas contas do governo permitiria diminuir no médio prazo a taxa de juros, mas não pode comprometer investimento primordiais, como em infraestrutura.