Pensar em longo prazo e considerar todos os stakeholders são ações fundamentais para sucesso no planejamento financeiro

por marcel_gugoni — publicado 27/09/2012 14h23, última modificação 27/09/2012 14h23
Recife – Acompanhar o plano traçado de perto é importante para adaptar as ações a novos cenários.
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Realizar o planejamento financeiro da empresa vislumbrando apenas o ano seguinte é um erro. Segundo Rodrigo Assunção, diretor financeiro da Coca-Cola, este ainda é um equívoco recorrente nas empresas, que deveriam buscar traçar metas vislumbrando um horizonte mais amplo. 

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“Pensar em longo prazo é fundamental; caso contrário, pode-se tomar alguma decisão que ajude em um período próximo, mas destrua valor para o acionista no futuro. O executivo vai receber seu bônus de curto prazo, mas o acionista não vai ter o resultado esperado”, exemplifica Assunção, que participou do comitê de Economia e Finanças da Amcham-Recife na quarta-feira (26/09). 

Isso inclui analisar todo o ambiente onde a empresa opera, aponta o executivo. “O fator investimento ou a capacidade de financiamento em prazo mais afastado devem ser levados em conta.” 

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Planejar as finanças em longo prazo exige também amplo conhecimento da companhia e de seus stakeholders. “É preciso ter em mente desde a missão da organização até quem são os acionistas, os funcionários, clientes e fornecedores Avaliar o todo é o primeiro passo de sucesso”, completa. 

Capacidade de mudança 

Assunção defende também que não basta apenas traçar os planos. Acompanhar cada uma das ações do planejamento financeiro de perto permite que a empresa possa se adaptar rapidamente a novos cenários tanto evitando riscos e aproveitando oportunidades. 

“O cenário muda muito, seja tributário, cambial, de mercado, crescimento da economia ou inflação. Se não se faz a revisão e o acompanhamento do orçamento, suas premissas ficam obsoletas e a tendência é de que não consiga atender o plano financeiro”, comenta o executivo. 

Para as empresas que ainda não começaram a estruturar sua estratégia de finanças para 2013, Assunção recomenda: “Ainda há tempo. O ideal é que esse processo tivesse sido antecipado um pouco e que as empresas já estivessem em um estágio mais avançado, mas ainda é possível estruturar perspectivas financeiras para o próximo ano e, se possível, pensando em um horizonte de longo prazo”, finaliza.