Pernambuco deve pensar Suape de forma estratégica, afirma consultor

por giovanna publicado 28/03/2011 18h10, última modificação 28/03/2011 18h10
Recife – Para diretor da Ceplan, é preciso desenvolver infraestrutura dos municípios no entorno do complexo e estimular descentralização dos investimentos.
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Saber explorar a região do porto de Suape estrategicamente é essencial para que a economia de Pernambuco não seja dependente de apenas um polo econômico. É preciso focar no desenvolvimento da infraestrutura dos municípios localizados no entorno do complexo e estimular também a descentralização dos investimentos, defende Jorge Jatobá, sócio-diretor da consultoria Ceplan.

“Pernambuco não pode contar apenas com Suape e precisa pensar o porto como um território estratégico que extrapola o município de Ipojuca, onde está instalado. Incentivar que empresas se instalem em outras regiões do estado também é importante, principalmente aquelas que não necessitem de portos para escoamento de produção”, comentou Jatobá. O economista participou do Board Meeting 2011 da Amcham-Recife no último final de semana (25 e 26/03) no Beach Class Muro Alto Resort.

Board Meeting

O evento contou com a presença de 33 sócios da Amcham-Recife, entre membros do Conselho Regional e presidentes e vice-presidentes de comitês.

No primeiro dia (25/03), Jatobá e Antônio Carlos Maranhão, secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo de Pernambuco, debateram os desafios da qualificação de mão de obra no estado e o que tem sido realizado pelo governo estadual para minimizar esses gargalos. Participou também Christopher Del Corso, cônsul dos Estados Unidos no Recife, que tratou de possíveis parcerias entre Brasil e Estados Unidos na realização da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas de 2016.

No dia 26, grupos de trabalho analisaram rumos para a atuação da regional em 2011. A sustentabilidade, tanto social quanto ambiental, foi definida como pilar das iniciativas da Amcham-Recife para este ano.