PIB pernambucano crescerá 15% ao ano até 2020, calcula consultor

por giovanna publicado 31/01/2011 12h07, última modificação 31/01/2011 12h07
Recife – Desenvolvimento será impulsionado por injeção de R$ 50 bi em projetos estruturadores no Estado.
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Os R$ 50 bilhões previstos em investimentos em projetos estruturadores em Pernambuco nos próximos cinco anos devem estimular um crescimento significativo do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A perspectiva é de que, até 2020, o PIB pernambucano aumente em média algo próximo a 15% ao ano, revela Francisco Cunha, consultor econômico e sócio da  TGI Consultoria em Gestão.

 

“Entre 2010 e 2020, o PIB do Estado promete dobrar, passando de R$ 72,4 bilhões para R$ 146,8 bilhões. A chegada de investimentos estruturadores fará com que cresçamos a taxas chinesas nos próximos anos, superando a média do Nordeste e do Brasil. Em 2010, o aumento do PIB do Estado deve fechar em 11%, enquanto o do País tende a ficar em 7,2% e o da região Nordeste, em 7%”, disse Cunha, que participou na quinta-feira (27/01) do comitê de Economia & Finanças da Amcham-Recife.

 

De acordo com o consultor, Pernambuco vem se consolidando como um dos principais polos de investimento do País e a chegada de uma planta industrial da montadora Fiat dará grande contribuição a esse cenário.  Hoje, nove projetos estruturadores estão em execução no Estado: Ferrovia Transnordestina (US$ 3,17 bilhões); Canal de Sertão (US$ 1,2 bilhão); Plataforma Logística de Salgueiro (US$ 1,7 bilhão); Transposição do Rio São Francisco (US$ 2,94 bilhões); Refinaria Abreu e Lima (US$ 13,3 bilhões), Polos Petroquímico (US$ 2 bilhões), Naval (US$ 1 bilhão) e Farmacoquímico (US$ 1,58 bilhão); e a fábrica da Fiat (US$ 2 bilhões).

 

Desafios

 

Para colher os resultados dessa conjuntura otimista, segundo o consultor da TGI, o Estado, as empresas e os profissionais locais terão de vencer alguns desafios importantes.

 

“Os principais gargalos são a escassez de mão de obra especializada, a concentração espacial da economia na Região Metropolitana de Recife e na Zona da Mata, a concentração na economia do petróleo e a sobrecarga sobre a infraestrutura. Resolver esses entraves será fundamental para manter o ritmo de crescimento de Pernambuco. Será preciso competência pública, empresarial e profissional localmente”, afirmou Cunha.